Bomtodo terá indústria de beneficiamento em Extremoz e geração de até 700 empregos
A Guaraves, conhecida pela marca de frangos Bomtodo, prepara a abertura de uma nova indústria de beneficiamento de aves em Extremoz, na Grande Natal. A expansão marca uma nova etapa dos negócios de uma das maiores empresas avícolas do Nordeste e deve ampliar a capacidade de processamento da empresa, com impacto na geração de empregos e na cadeia produtiva. De acordo com Fábio Coutinho de Souza, diretor comercial do Grupo Guaraves, o empreendimento contará com investimentos da ordem de R$ 100 milhões, com previsão de início das operações em dois anos. A expectativa é gerar até 700 empregos diretos.
A construção do complexo será iniciada até janeiro de 2027. “A ideia é um complexo logístico refrigerado para produtos congelados, que será construído no acesso à rodovia que leva à Praia de Pitangui, com capacidade para abater 100 mil aves por dia. O local está passando por supressão da vegetação e deve receber terraplenagem em breve. A expectativa é de gerar algo em torno de 500 a 700 empregos diretos”, afirma Fábio Coutinho.
O grupo Guaraves está em atuação há 50 anos, conta com 3,3 mil colaboradores e integra mercados na Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco. “Estamos entre as cinco maiores empresas de avicultura do Nordeste”, diz o diretor.
Além do segmento de frangos, o grupo produz ração de autoconsumo (alimento concentrado para gado), além de ração comercial para peixe, camarão e cavalo. Com sede em Guarabira (PB), o grupo conta com um frigorífico na cidade com capacidade para abater 130 mil aves por dia. “Essa será a segunda unidade no RN, estado que conta com cerca de 1 mil empregos diretos e indiretos no setor de avicultura”, afirma Fábio Coutinho.
O diretor comercial ressalta a importância do RN, que representa cerca de 30% de share no mercado para o grupo. “É um estado que nos acolheu muito há 25 anos e isso nos motivou a ampliar os investimentos com um aspecto importante: praticamente toda a produção vai ficar no Rio Grande do Norte”, frisa Fábio Coutinho.
“É uma cidade dormitório, que está a 14 quilômetros do Centro de Natal e que tem vasta mão de obra. É um projeto que conta com bons parceiros, como o Sebrae, o Idema, a prefeita de Extremoz, Jussara Sales, e a deputada Terezinha Maia, que viabilizou a área onde o complexo será instalado. Estamos em processo de certificação ambiental”, detalhou Fábio Coutinho.A Guaraves surgiu em 1977, fundada por Ivanildo Coutinho, sua esposa Vera Lúcia e seu irmão Josiberto Coutinho. As instalações iniciais ficavam em uma casa de farinha e um galpão desativado, sem energia elétrica e água encanada. O local era iluminado com luz de candeeiro e a água era transportada em lombo de jumentos, como era comum em áreas rurais do interior do Nordeste naqueles anos.
Além disso, havia dificuldades em encontrar suporte técnico, uma vez que, à época, a avicultura de corte era pouco difundida na Paraíba, e havia o desafio de captar recursos financeiros para fomentar a atividade.
Tribuna do Norte

