Trump posta foto com Flávio Bolsonaro após nova proposta de tarifaço

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um post com fotos que mostram o seu encontro com o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, horas após o governo americano propor uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros.

Na legenda da publicação, divulgada nesta terça-feira (2), Trump elogiou a agenda com Flávio, afirmando que o presidenciável “ama muito o seu país”.

“Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil!”, escreveu Trump, na Truth Social, a sua rede social.

Na proposta, os EUA justificaram a medida sob a alegação de práticas restritivas ao comércio americano. Em entrevista para a rádio Itatiaia, Flávio afirmou que pediu para que Trump não taxasse o Brasil.

“Nas três reuniões que nós tivemos, com o presidente Trump, o vice-presidente [J.D.] Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras. É um pedido que eu fiz, expresso, a eles”, afirmou Flávio Bolsonaro em entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais.

Críticas

O presidente Lula associou Flávio e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) a sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros.

“Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser pior do que ele, e são, na verdade, vendilhões [vendedores que traem interesses coletivos para se beneficiarem] da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras”, disse Lula.

Segundo Lula, o clima de sua reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria sido positivo. O presidente brasileiro afirmou que houve uma boa relação durante o encontro e sugeriu que a repercussão da visita teria provocado insatisfação entre integrantes do campo bolsonarista.

Durante o discurso, Lula citou a visita realizada por Flávio e Eduardo ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e ao presidente Trump. O presidente afirmou que o grupo teria buscado apoio junto ao governo dos Estados Unidos para interferir em assuntos internos do Brasil.