RN registra mais de 81 mil crianças com excesso de peso
O Rio Grande do Norte registrou 81 mil casos de excesso de peso entre crianças de 0 a 9 anos em 2025, de acordo com os dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), do Ministério da Saúde. O relatório mostra que 39% das crianças avaliadas nessa faixa etária apresentam excesso de peso, ou seja, 39 em cada 100 crianças potiguares convivem cmo algum grau de excesso de peso
No Brasil, o Panorama de Obesidade Infantil e Adolescente, elaborado com base em informações do SISVAN, registrou 1,1 milhão de crianças com obesidade e outras 783 mil com obesidade grave. Os dados apontam que 8,94% das crianças de 0 a 9 anos apresentam obesidade, enquanto 5,97% convivem com obesidade grave.
Entre as principais consequências do excesso de peso na infância estão o aumento do risco de diabetes tipo 2, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares, além de impactos emocionais e psicológicos, como baixa autoestima e maior exposição a situações de bullying.
Segundo a especialista, o acompanhamento pediátrico é fundamental para identificar precocemente alterações no crescimento e no peso da criança.
“É fundamental que as crianças sejam acompanhadas por um pediatra. Quando identificamos alterações no peso e nos hábitos da criança logo no início, podemos intervir antes que a situação piore. Com as orientações certas, é possível evitar que a obesidade aconteça na vida adulta e diminuir os riscos de doenças relacionadas, tornando uma vida mais saudável ao longo do tempo”, afirma.
Além do acompanhamento médico, a prevenção passa pela adoção de hábitos saudáveis no cotidiano. A recomendação inclui priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, legumes e verduras, reduzir o consumo de ultraprocessados e bebidas açucaradas, estimular a prática regular de atividades físicas e limitar o tempo de exposição às telas.
Mudanças no padrão alimentar das crianças ajudam a explicar o avanço do problema. Dados do SISVAN mostram que o consumo de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas aumenta à medida que as crianças crescem, indicando uma deterioração gradual da qualidade da alimentação durante a infância.
“Formar hábitos saudáveis desde cedo é um fator decisivo para evitar o desenvolvimento da obesidade e de outras doenças associadas. Embora a predisposição genética também possa influenciar no desenvolvimento da condição, os hábitos de vida e o ambiente em que a criança está inserida têm papel fundamental na prevenção e no controle da obesidade infantil”, conclui Mariana Grigoletto.
Com informações da Tribuna do Norte.

