Natal trágico: três feminicídios deixam filhos sem mães no Brasil

 


Quase que simultaneamente, em três cidades diferentes, três mulheres, mães, foram assassinadas pelo marido ou ex-companheiro entre 24 e 25 de dezembro.

A ocasião, que deveria ser de confraternização, torna-se mais um retrato do que os números brasileiros evidenciaram em 2020.

Apenas no primeiro semestre deste ano, a violência contra a mulher deixou 648 delas mortas, segundo o Anuário de Segurança.

Um dos casos que mais chamou atenção foi o da juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, de 45 anos, assassinada a facadas pelo ex-marido, Paulo José Arronenzi, na frente das três filhas pequenas do casal, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro

Em setembro ela fez um boletim de ocorrência por lesão corporal e ameaça contra o ex-marido, que foi enquadrado na Lei Maria da Penha. Viviane teve escolta, mas abriu mão da proteção recentemente.

Paulo José foi preso em flagrante e teve a prisão preventiva (por tempo indeterminado decretada). Ele não disse nada durante o depoimento e só deve falar em juízo.

Jaraguá do Sul

A 700 km de distância, na cidade catarinense de Jaraguá do Sul, uma jovem de 23 anos teria o mesmo destino da juíza.

Thalia Ferraz foi assassinada a tiros pelo ex-namorado, de 42 anos, por volta das 23h30. Ela tinha dois filhos de três e seis anos, de outro relacionamento.

O assassino, que está foragido, entrou na casa da família durante a comemoração de Natal e disparou diversas vezes. No dia anterior, ele havia mandado uma mensagem à vítima perguntando se ela gostava de "surpresa".

Recife

Era madrugada de 25 de dezembro quando o sargento aposentado da PM Ademir Tavares de Oliveira, de 53 anos, matou a tiros a mulher dele, a cabeleireira Anna Paula Porfírio dos Santos, de 45 anos, no Recife (PE).

O crime aconteceu na casa deles, mesmo local onde estava a única filha do casal, de 12 anos.

O ex-policial foi preso em flagrante pelo crime de feminicídio, que é quando o autor comete o assassinato em razão de violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação à condição da vítima por ser mulher.

R7

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