Verão de 2027 pode ter temperaturas até 2,5°C acima da média no RN
O Rio Grande do Norte poderá ter um verão de 2027 com temperaturas acima da média. Segundo o meteorologista Gilmar Bistrot, da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn), a elevação pode variar de 1°C a 2,5°C em alguns períodos, principalmente em janeiro e fevereiro. Ele relaciona a tendência à atuação do fenômeno El Niño e avalia que o aumento poderá ser mais perceptível no litoral.
Em Natal, onde a temperatura máxima média no verão fica entre 31°C e 32°C, os termômetros poderão chegar a 33°C ou 34°C em alguns momentos. No interior, regiões como o Seridó, Mossoró e o Alto Oeste podem registrar máximas entre 38°C e 39°C.
“O que nós estamos esperando é que a temperatura atinja, em alguns momentos, até 33, 34 graus, em torno de 2 a 2,5 graus acima da média para o verão, nos meses de janeiro e fevereiro, principalmente”, afirma Bistrot.
Apesar da tendência de temperaturas elevadas, ainda não é possível afirmar que o próximo verão será o mais quente já registrado no Estado. A ocorrência de chuvas e a atuação de outros sistemas meteorológicos entre dezembro e fevereiro podem alterar o comportamento das temperaturas.
Litoral pode sentir mais o calor
O aumento pode ser mais perceptível no litoral, onde as temperaturas médias são menores do que no interior. Segundo Bistrot, a circulação dos ventos também interfere na sensação térmica. Com menos vento, a umidade tende a permanecer mais próxima da superfície, o que dificulta a evaporação do suor.
“Com menos circulação do ar, o ar fica parado, a umidade fica parada e, consequentemente, as pessoas têm dificuldade de transpirar”, afirma. No interior, o cenário é diferente. “Falar em temperaturas altas no interior do Estado é meio que chover no molhado, porque já é quente lá”, diz o meteorologista.
Segundo ele, as temperaturas podem chegar normalmente a 38°C ou 39°C no Seridó, em Mossoró e no Alto Oeste. Nesses locais, a umidade do ar pode fazer diferença na sensação de calor. “Se a umidade estiver muito baixa, o calor que está de 38 graus, com a umidade baixa, o impacto é muito maior. O corpo sofre muito mais”, explica.

