Natal inicia ações contra leishmaniose visceral em sete áreas prioritárias
A Prefeitura do Natal, por meio da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), do Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), iniciou nesta segunda-feira (10) um novo ciclo de ações de vigilância e controle da leishmaniose visceral em sete áreas prioritárias do município. As atividades fazem parte da programação da Semana Nacional de Combate à Leishmaniose e incluem investigação do vetor, avaliação de cães e colocação de coleiras impregnadas com inseticida.
A primeira etapa será o inquérito entomológico, que busca identificar a presença do flebotomíneo, conhecido popularmente como mosquito-palha e responsável pela transmissão da leishmaniose visceral. Para isso, as equipes da UVZ instalarão armadilhas específicas nos territórios selecionados, permitindo verificar a ocorrência e a distribuição do vetor.
Na sequência, as equipes do Inquérito Canino realizarão a coleta de amostras de sangue de cães, como parte do inquérito sorológico amostral, além do encoleiramento dos animais. A coleira impregnada com inseticida é utilizada como uma das medidas de prevenção e controle da doença, reduzindo o contato dos cães com o flebotomíneo.
Nesta etapa, as ações serão realizadas nas seguintes áreas:
Redinha – risco muito intenso;
Pajuçara – risco muito intenso;
Igapó – risco muito intenso;
Lagoa Azul – risco muito intenso;
Felipe Camarão – risco muito intenso;
Quintas – risco intenso;
Ribeira – risco intenso.
Ao todo, aproximadamente 1.053 cães deverão ser abordados, com meta de encoleiramento de 100% dos animais existentes nas áreas trabalhadas. O município também realizará o inquérito sorológico amostral em aproximadamente 526 cães, o equivalente a 50% da população canina estimada nos territórios contemplados. O levantamento permitirá ampliar as informações sobre a situação epidemiológica da leishmaniose visceral canina e subsidiar o planejamento das ações de vigilância e controle.
As atividades serão realizadas de forma integrada pelas equipes da Unidade de Vigilância de Zoonoses, com participação de profissionais do Inquérito Canino, Entomologia, Educação em Saúde e demais núcleos envolvidos nas diferentes etapas da ação.
Durante as visitas, as equipes também orientarão os tutores sobre o uso adequado da coleira, a importância da avaliação dos animais e os cuidados para reduzir as condições favoráveis à presença do vetor.
A população também pode contribuir para o controle da doença mantendo os ambientes limpos, evitando o acúmulo de matéria orgânica, folhas e restos de alimentos e mantendo os espaços externos bem cuidados. A colaboração dos tutores durante as abordagens das equipes da Vigilância de Zoonoses também é necessária para a realização das ações previstas.

