Respeitar prefeita Nilda é respeitar a democracia
Há momentos em que o debate político deixa de ser uma disputa de ideias para se transformar em ataques pessoais. É exatamente esse limite que não pode ser ultrapassado.
A prefeita de Parnamirim, Professora Nilda, vem enfrentando uma onda de ataques que, na visão de muitos, vai além da crítica administrativa e atinge sua condição de mulher, negra e de origem popular. Primeira mulher eleita para governar o município, Nilda representa um marco histórico na política parnamirinense e uma conquista para todos aqueles que acreditam na força da democracia e da igualdade de oportunidades.
Nilda nunca escondeu suas origens. Pelo contrário, sempre fez da simplicidade, do trabalho e da fé em Deus os pilares de sua trajetória. Sua história demonstra que é possível romper barreiras sociais e alcançar os mais altos cargos públicos por meio da dedicação, da honestidade e da confiança depositada pelo povo nas urnas.
Em uma democracia, toda autoridade pública deve ser fiscalizada e pode ser criticada. Isso faz parte do Estado Democrático de Direito. O que não pode ser normalizado são insultos, ameaças, discursos de ódio ou qualquer manifestação que tente desumanizar uma pessoa por sua origem, gênero ou cor da pele.
Quem vence uma eleição recebe do povo a legitimidade para governar. Quem perde tem o direito de fazer oposição, mas também o dever de respeitar o resultado das urnas e as instituições democráticas. Oposição se faz com propostas, argumentos e fiscalização, nunca com intolerância ou violência.
Parnamirim é maior do que as disputas políticas. A cidade precisa de união, respeito e maturidade para enfrentar seus desafios. O momento exige que as diferenças ideológicas cedam espaço ao diálogo e ao compromisso com o bem comum.
Respeitar a prefeita Nilda não significa concordar com todas as suas decisões. Significa reconhecer que toda mulher, todo homem e todo agente público merecem exercer suas funções com dignidade, segurança e respeito.
Quando uma mulher é atacada por ocupar um espaço que conquistou legitimamente, toda a sociedade deve refletir. Defender o respeito não é defender um partido. É defender a democracia, a justiça e o direito de cada cidadão ser tratado com humanidade.
Porque, acima de qualquer disputa política, deve prevalecer o respeito à pessoa humana e à vontade soberana do povo.
Com informações do Blog do GM

