Estreito de Ormuz é reaberto após cessar-fogo no Líbano, mas tensão entre Irã e EUA mantém incerteza

 


O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou nesta sexta, 17, que o Estreito de Ormuz está aberto à navegação comercial após a trégua firmada no Líbano, enquanto o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que novas negociações com Teerã podem ocorrer ainda neste fim de semana, com expectativa de avanço em um acordo mais amplo.

Segundo Araqchi, a passagem marítima permanecerá liberada durante o período de 10 dias de cessar-fogo, mediado pelos Estados Unidos, entre Israel e o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã. A declaração foi feita em rede social e reforça o compromisso temporário de reduzir tensões na região, considerada estratégica para o comércio global de petróleo.

Pouco depois, Trump também se manifestou, afirmando que o Irã teria confirmado a reabertura total da rota. Apesar disso, o ex-presidente ressaltou que o bloqueio americano a embarcações com destino a portos iranianos seguirá em vigor até a conclusão de um eventual acordo definitivo entre os países.

A resposta iraniana veio em tom de alerta. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, declarou que Teerã poderá adotar medidas recíprocas caso as restrições marítimas dos Estados Unidos sejam mantidas, o que eleva o risco de novos atritos na região.

Dados recentes de monitoramento marítimo indicam que cerca de 20 navios, entre petroleiros, graneleiros e porta-contêineres, já se deslocam em direção ao Estreito de Ormuz. Ainda assim, persistem dúvidas sobre a efetiva normalização do tráfego e sobre o futuro das negociações envolvendo o programa nuclear iraniano, principal ponto de impasse entre as partes.