Encontro com moradores discute consulta pública e futuro do Complexo Turístico da Redinha
A Prefeitura do Natal promoveu um encontro com representantes dos moradores, permissionários, pescadores e quiosqueiros do entorno do Complexo Turístico da Redinha, na tarde da última terça-feira (7), para tratar da apresentação do protocolo da Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI). O último prazo pactuado com os representantes para entrega do documento venceu no dia 23 de fevereiro de 2026.
A reunião foi realizada no Centro de Referência da Assistência Social (CRAS África) e reuniu representantes de diferentes categorias que atuam diretamente no local. A ação foi conduzida pela Secretaria Municipal de Concessões, Parcerias, Empreendedorismo e Inovações (Sepae) e representou um passo importante para a definição do futuro do Complexo Turístico da Redinha.
Durante o encontro, o secretário da Sepae, Arthur Dutra, explicou que é necessário que os representantes das categorias apresentem o protocolo da CLPI, conforme determinação judicial, para que o processo de concessão avance. Segundo ele, houve a informação de que o documento teria sido encaminhado ao Ministério Público Federal, autor da ação judicial, para validação.
“Chegamos a esse momento com a informação de que o protocolo havia sido concluído e enviado para validação do MPF, mas isso ainda não aconteceu. Por isso, reforçamos a necessidade desse envio para iniciar a execução do processo conforme determinado”, afirmou.
Arthur Dutra também falou sobre a importância do diálogo com a população e avaliou o encontro como produtivo. “A reunião foi muito proveitosa. Desde outubro de 2025, temos buscado promover encontros com os moradores para ouvi-los. Acreditamos na construção conjunta, no diálogo e na participação das pessoas para avançar na consolidação desse projeto para a nova orla da Redinha. Por isso, estamos convocando mais uma reunião”, disse.
O secretário esclareceu ainda que a concessão do Complexo Turístico da Redinha só poderá ocorrer após a conclusão da etapa de consulta à comunidade. “A Prefeitura não pode avançar no processo de licitação da concessão enquanto essa pendência não for resolvida”, explicou.

