Médico réu por estuprar amigas da filha é preso mais uma vez por abusar da filha de paciente

 

A VÍTIMA PROCUROU O MINISTÉRIO PÚBLICO DE RORAIMA (MPRR), ONDE PRESTOU DEPOIMENTO. FOTO: REPRODUÇÃO

O médico Damião Edme Diniz, de 48 anos, acusado de estuprar três amigas da filha, foi preso pela Polícia Civil de Roraima nessa segunda-feira (21) por suspeita de estupro contra uma adolescente de 16 anos. A nova vítima é filha de um paciente.

Diniz foi preso em cumprimento a um mandado expedido pela Justiça, à pedido da delegada Catherine Aires Saraiva, do Núcleo de Proteção a Criança e Adolescente.

O G1 solicitou posicionamento da defesa do médico sobre a nova denúncia e aguarda resposta.

O estupro da quarta vítima ocorreu no consultório do médico, informou a Polícia Civil nesta terça-feira (22). O relato é o de que Diniz “pegou com força no seio dela e também passou as mãos em suas nádegas, deixando-a assustada, o que a levou a pedir ao pai para mudar de médico.”

A vítima procurou o Ministério Público de Roraima (MPRR), onde prestou depoimento.

“Ela relatou que o fato ocorreu em 2015 quando ainda tinha 14 anos. A adolescente acompanhava o pai ao consultório do médico, que na ocasião fazia tratamento para cardiopatia”, divulgou a polícia.

Segundo a delegada, a vítima relatou que inicialmente médico ficava se insinuando para ela, pegando em sua mão e lançando olhares. “Entretanto, durante a realização de um exame do pai, o médico lhe perguntou se queria ouvir os batimentos de coração e a adolescente aceitou”, momento em que ele a tocou.

As declarações da adolescente foram encaminhadas ao NPCA pelo Ministério Público. Com isso, foi registrado um Boletim de Ocorrência e a delegada solicitou da Justiça a prisão preventiva dele. Conforme a delegada, essa nova vítima buscou ajuda psicológica. O Núcleo instaurou um novo inquérito para apurar a denúncia.

Outras denúncias

Diniz já havia sido preso por estupro em outubro de 2019, sob acusação de de estuprar três meninas, com idades de 13 e 14 anos, amigas da própria filha, além de enviar foto pornográfica a uma das adolescentes.

Em novembro virou réu no processo. Ele foi solto em fevereiro por ordem da Justiça. O MPRR chegou a recorrer pediu que ele fosse preso novamente por risco de “ameaça contra às vítimas e familiares.”

G1

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