RN já soma 57 denúncias de irregularidades na propaganda eleitoral; Natal lidera registros
O Rio Grande do Norte já contabiliza 57 denúncias de possíveis irregularidades na propaganda eleitoral das Eleições 2026. Os dados constam no painel do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consultado neste sábado (22).
Natal concentra mais da metade dos registros feitos no Estado. São 31 denúncias na capital, o equivalente a 54% do total. Mossoró aparece em seguida, com nove ocorrências. Juntas, as duas maiores cidades potiguares respondem por 40 das 57 comunicações encaminhadas por meio do Pardal.
Ao todo, há registros em 15 municípios do Rio Grande do Norte. Parnamirim e Maxaranguape aparecem com três denúncias cada. Acari, Bento Fernandes, Caraúbas, Ceará-Mirim, Currais Novos, Governador Dix-Sept Rosado, Martins, Monte Alegre, Pilões, Riachuelo e São Gonçalo do Amarante têm uma ocorrência cada.
Entre as possíveis irregularidades relatadas pelos eleitores, o uso de carro de som, minitrio ou trio elétrico aparece como o motivo mais frequente no Estado.
O painel público do TSE não informa quais candidatos são citados individualmente nas ocorrências.
Por cargo em disputa, as candidaturas a deputado estadual concentram o maior número de registros, com 30 denúncias. Em seguida aparecem deputado federal, com dez; partido, coligação ou federação, com oito; senador, com cinco; e governador, com quatro.
Os números representam denúncias apresentadas por eleitores e não significam que houve comprovação de irregularidade. Cada caso ainda precisa ser analisado pela Justiça Eleitoral.
Das 57 ocorrências registradas no Rio Grande do Norte, 28 constavam como “em andamento” na consulta realizada neste sábado. Outras 25 aparecem como “baixadas do sistema” e quatro foram “peticionadas no PJe”, sistema utilizado para a tramitação de processos judiciais.
O painel não apresenta publicamente os motivos pelos quais cada denúncia foi baixada nem detalhes sobre o conteúdo dos casos encaminhados ao PJe.
O Pardal começou a receber denúncias no dia 16 de agosto, quando teve início oficialmente a propaganda eleitoral das Eleições 2026.
Para registrar uma ocorrência, o eleitor precisa se identificar por meio do e-Título ou de uma conta Gov.br. Os dados de quem faz a denúncia são mantidos sob sigilo.
O sistema permite anexar fotografias, vídeos, áudios e endereços eletrônicos que ajudem a demonstrar a possível irregularidade. Depois do envio, é gerado um protocolo que permite acompanhar o andamento da denúncia.
Casos envolvendo desinformação com potencial para afetar a integridade das eleições devem ser encaminhados ao Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade). Já suspeitas de crimes eleitorais e outros ilícitos devem ser comunicadas ao Ministério Público Eleitoral.

