Polícia Federal rejeita delação de Daniel Vorcaro em fraude do Banco Master
A PF (Polícia Federal) recusou a proposta de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ontem (20). O empresário está detido desde março devido a fraudes financeiras na instituição.
Os policiais avaliaram que o investigado não trouxe fatos novos ao caso. Para a corporação, os dados apresentados são redundantes diante das provas que já foram coletadas.
A defesa do ex-banqueiro não desistiu e agora busca fechar o acordo com a PGR (Procuradoria-Geral da República). O órgão federal demonstrou interesse nas conversas durante uma reunião em Brasília.
O entendimento entre as partes esbarra em valores altos e no futuro político de autoridades. O montante estimado para o ressarcimento aos cofres públicos gira em torno de R$ 50 bilhões.
Vorcaro tenta negociar o direito de aguardar o julgamento em prisão domiciliar. Há um forte temor de desgaste institucional, já que as revelações miram integrantes do Congresso Nacional e do STF (Supremo Tribunal Federal).
A PF justificou a negativa apontando que o preso omitiu episódios importantes na primeira versão da proposta. Um dos pontos envolve supostas vantagens indevidas pagas ao senador Ciro Nogueira.
O parlamentar teria atuado para ampliar o alcance do FGC (Fundo Garantidor de Créditos). O ex-banqueiro também evitou detalhar suas relações financeiras com o senador Flávio Bolsonaro.
Mensagens reveladas pela imprensa expuseram transações para financiar o filme "Dark Horse", ligado ao ex-presidente. Os investigadores calculam que pelo menos R$ 61 milhões saíram das contas do banco para o projeto.
A pressão sobre o ex-banqueiro subiu após ele ser enviado para uma cela comum na capital federal. O isolamento na Superintendência da corporação escancarou o fim da paciência das autoridades com os depoimentos.

