FOGO NO PARQUINHO: PT quer desbancar Jean Paul Prates de novo nas eleições de 2026


O impasse na esquerda potiguar sobre a formação da chapa governista para 2026 ganhou um novo capítulo. Alguns setores do grupo avaliam que a candidatura de Rafael Motta (PDT) ao Senado pode repetir o cenário de 2022, quando a divisão de votos entre ele e o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (União Brasil) acabou favorecendo a eleição do senador Rogério Marinho (PL).

A tensão aumentou após declarações da vereadora e pré-candidata petista Samanda Alves (PT) deixando em aberto o apoio a Rafael para a segunda vaga ao Senado. Nos bastidores, o movimento foi interpretado como um sinal de preocupação com o crescimento político do pedetista.

Apesar disso, a governadora Fátima Bezerra (PT) e o pré-candidato a governador Cadu Xavier (PT) reafirmaram recentemente que Samanda e Rafael são os pré-candidatos do grupo ao Senado.

A crise agora envolve o ex-senador Jean Paul Prates (PDT). O PT e aliados articulam para impedir que ele ocupe a primeira suplência de Rafael Motta, abrindo espaço para que outra legenda indique o nome da vaga.

Mas o Blog do BG também apurou que o acordo para que Jean seja suplente de Rafael foi oficializado através de um contrato, com uma série de garantias, que prevê até mesmo um multa em caso de rescisão. A saída de Jean criaria uma crise interna no PDT e dificultaria a vida de Rafael.