Fecomércio RN conecta saúde, emprego e negócios para fortalecer Mossoró - artigo de Marcelo Queiroz

 


Marcelo Queiroz - Presidente do Sistema Fecomércio RN

O Sistema Fecomércio RN levou a Mossoró, nos últimos dias, uma sequência de iniciativas que ajuda a entender melhor os desafios e as respostas em curso na economia local.

Os dados explicam por que essas ações ganham relevância. A cidade, segunda maior economia do Rio Grande do Norte, tem cerca de 278 mil habitantes e um PIB de R$ 10,3 bilhões. São quase 23 mil estabelecimentos ativos e mais de 84 mil pessoas com carteira assinada. Ainda assim, 2025 trouxe um sinal de alerta: o fechamento de 1.391 postos de trabalho, puxado principalmente pelo setor de serviços.

É nesse contexto que o Senac promoveu sua 1ª Feira de Empregabilidade no município, como resposta direta a esse cenário. Com mais de 900 vagas e participação de 25 empresas, a iniciativa aposta no contato imediato entre candidatos e recrutadores para acelerar contratações.

Em outra frente, a inauguração da primeira Clínica Integrada do Sesc se insere. Em um estado onde mais de 78% da população não possui plano de saúde, ampliar o acesso a serviços médicos com preços acessíveis deixa de ser diferencial e passa a ser necessidade. A proposta de concentrar consultas, exames e especialidades em um único espaço reduz barreiras práticas e amplia a capacidade de atendimento, especialmente para trabalhadores do comércio.

Já o “Mossoró em Foco” atua em um nível mais estratégico. O evento reuniu mais de 200 empresários para discutir cenário econômico e os impactos da reforma tributária na economia mossoroense. Em uma economia onde comércio, serviços e turismo representam cerca de 72% do PIB local, decisões empresariais mais bem informadas têm efeito direto sobre emprego e renda.

O ponto central está na conexão entre essas iniciativas. Saúde, empregabilidade e ambiente de negócios não aparecem como frentes isoladas. Elas dialogam com a estrutura econômica da cidade, marcada por forte presença do setor de serviços e por oscilações recentes na geração de empregos.

Há também um dado relevante nesse movimento: a escala de atuação. O Sesc, por exemplo, realizou mais de 595 mil atendimentos em Mossoró, dos quais mais de 307 mil de gratuidade, representando mais de 50% do total. O Senac, por sua vez, soma quatro mil matrículas por ano na cidade e trabalha no atendimento dos municípios de toda a região. Isso mostra que não se trata de ações pontuais, mas de uma presença consolidada.

No fim, o que levamos para Mossoró foram respostas práticas a um cenário econômico desafiador. Ampliar o acesso à saúde, estimular a geração de emprego e qualificar o ambiente de negócios são movimentos que, quando articulados, tendem a produzir efeitos mais consistentes para a sociedade.