Livro “Extremoz: silêncio indígena” será lançado neste sábado (21) na Casa Clara Camarão

 


Parte ainda pouco explorada da história potiguar, o apagamento indígena é a questão em “Extremoz: silêncio indígena” (Editora Sebo Vermelho), obra do historiador e escritor Juarez Viana da Silva. O autor estará autografando o livro neste sábado (21) no espaço cultural Casa Clara Camarão, em Extremoz, das 14 às 17h, próximo às ruínas da histórica igreja jesuíta. Juarez remonta às raízes históricas do município, desde o Brasil colonial, para explicar o pensamento atual de seus habitantes.

Uma questão literalmente ancestral motivou Juarez a escrever o livro: apenas 150 pessoas se identificam oficialmente, hoje em dia, como indígenas em Extremoz. “É muito pouco para um local que foi criado em cima de uma aldeia indígena. Senti que deveria contar e registrar essa história para entender como chegamos a isso”, explica.

Extremoz, assim como todo o Rio Grande do Norte, foi território indígena. Era habitado por tupis e paiacus. Já existia a Aldeia Guajuru quando os primeiros colonizadores portugueses chegaram. Como parte do processo colonial, os jesuítas tomaram conta do local e nasceu a Missão Guajuru, por volta de 1607. Época em que a Igreja de São Miguel também começou a ser construída. No século 18, com os jesuítas expulsos, Extremoz virou vila.

É uma história marcada por muitos conflitos. “Extremoz passou por muitos confrontos, desde a usurpação de terra, passando pela aculturação e miscigenação de seus povos originários. São conflitos que subdividiram o território e também foram diluindo a cultura indígena na região”, diz.

Serviço:

“Extremoz: silêncio indígena”, de Juarez Viana da Silva. Sábado (21), das 14 às 17h, na Casa Clara Camarão, Extremoz.