Hospital da PM em Natal tem área bloqueada após superfungo

 


A confirmação de casos de contaminação por Candida auris no Hospital Central Coronel Pedro Germano (Hospital da PM), em Natal, levou ao bloqueio de parte da área de internação da unidade, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). A pasta disse que a direção do hospital, em conjunto com a própria Sesap, a Anvisa e o Ministério da Saúde, “avalia as condições para desbloquear a área de internação cirúrgica na próxima semana”. Questionada se, em função disso, as cirurgias estão suspensas no Coronel Pedro Germano, a Secretaria respondeu apenas que “a demanda está sendo absorvida por outros hospitais da rede, a depender do caso clínico”.

Ainda segundo a Sesap, “as internações estão normais na área utilizada pela linha de cuidado vascular, que tem o Hospital Central Coronel Pedro Germano como uma das referências”. A reportagem procurou a unidade por meio da assessoria de imprensa, mas não houve retorno até o fechamento desta edição. Na semana passada, durante coletiva de imprensa, o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, disse que o Governo do Estado descartou a possibilidade de interdição total do hospital. A estratégia adotada, segundo ele, seria o isolamento de áreas e a intensificação dos processos de desinfecção.

“A gente não está trabalhando com isso, porque se for interditar, a princípio eu teria que parar todas as atividades, teria que limpar absolutamente tudo. O correto é interdição de áreas, isolamento daquele paciente, isolamento dos ambientes e fazer as desinfecções terminais necessárias”, declarou Motta. Até o momento, foram identificados dois casos de contaminação por C. auris – no primeiro deles, o paciente deu entrada no hospital para tratar outra condição de saúde, mas estava colonizado com o fungo. O segundo, por sua vez, teria se contaminado dentro da unidade.

A Sesap informou nesta terça-feira (10) que os dois seguem internados, em isolamento, sem manifestação de sintomas relacionados ao fungo. Também na semana passada, a Secretaria anunciou uma investigação para apurar uma possível falha nos processos de limpeza e higienização do local. A apuração das informações, de acordo com a pasta, “segue em curso”. A confirmação dos casos suscitou discussões sobre os riscos de disseminação do superfungo, como é costumeiramente chamado.

Com informações de Tribuna do Norte