Daniel Vorcaro tinha acesso a dados da PF, do FBI e até da Interpol, aponta investigação
Arquivos dos celulares apreendidos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, apontam que ele chefiava uma rede que espionava até o FBI. O bando criminoso, apelidado de "A Turma", usava credenciais roubadas para invadir sistemas da PF (Polícia Federal), da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) e do MPF (Ministério Público Federal).
O coordenador Luiz Phillipi Mourão ganhava R$ 1 milhão mensais para monitorar jornalistas e autoridades consideradas inimigas do banqueiro. Ele organizava vigilâncias clandestinas e falsificava documentos oficiais para deletar, de forma fraudulenta, conteúdos críticos das redes sociais.
Também foram presos o empresário Fabiano Zettel e um policial aposentado hoje (4).
Em nota, a defesa afirma que Vorcaro "jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades" e confia no pleno esclarecimento dos fatos.

