PF encontra dinheiro em caixas de isopor e papelão durante operação contra desvios na saúde em 8 municípios do RN
Agentes da Polícia Federal (PF) apreenderam uma quantia de dinheiro em espécie que estava escondida em uma caixa de isopor durante o cumprimento de mandados, nesta terça-feira 27, na operação que apura desvio de verbas da saúde em municípios do Rio Grande do Norte.
O material foi encontrado na casa de sócios de uma empresa farmacêutica investigada. O dinheiro estava guardado dentro de caixas de papelão e isopor. A PF também apreendeu caixas de remédios. Ainda não há detalhes sobre os valores encontrados.
DINHEIRO APREENDIDO
Dinheiro em espécie apreendido pela Polícia Federal estava escondido em caixas de isopor na casa de sócios de empresa investigada por desvios na área da saúde no RN Foto: PRF/Divulgação
Ainda dentro da operação, em Mossoró, a PF cumpriu mandado na residência do prefeito Allyson Bezerra (União). Em vídeo publicado nas redes sociais, o gestor confirmou a apreensão de um telefone celular, um notebook e dois HDs pessoais. Allyson afirmou que recebeu os agentes com cordialidade e declarou que está tranquilo, em casa com a família. Ele nega envolvimento em irregularidades e afirma que vai colaborar com as investigações.
Ao todo, os agentes saíram às ruas para cumprir 35 mandados de busca e apreensão em 8 municípios. Além do prefeito de Mossoró, entre os alvos da operação, estão os prefeitos de São Miguel, Leandro do Rêgo Lima (União); e de Paraú, Júnior Evaristo (PP).
Sobre a operação
A operação da Polícia Federal (PF) acontece em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU). A ação com o objetivo de desarticular um suposto esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos e a fraudes em procedimentos licitatórios.
De acordo com a PF, a operação tem como base auditorias realizadas pela CGU. Documentos do órgão apontam falhas na execução contratual, incluindo indícios de compra de materiais que não foram entregues, fornecimento inadequado de insumos e sobrepreço nos contratos analisados.
As investigações envolvem empresas sediadas no Rio Grande do Norte, que atuavam junto a administrações municipais de diversos estados.
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