Decisão de Rogério Marinho reposiciona oposição para as eleições de 2026

 


A corrida pelo Governo do Rio Grande do Norte em 2026 sofreu uma inflexão decisiva nos bastidores da oposição. O senador Rogério Marinho (PL), presidente estadual do partido, comunicou a aliados que não será candidato ao Executivo estadual no próximo pleito.

A decisão foi anunciada em reunião com deputados do PL e atende a um pedido direto do ex-presidente Jair Bolsonaro, que convidou Marinho para coordenar a campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro.

O movimento altera profundamente o tabuleiro político potiguar. Até então, Rogério era o nome natural do campo oposicionista para enfrentar o grupo governista. Sua saída desmonta o desenho que vinha sendo trabalhado e força uma reacomodação acelerada das lideranças que orbitam o senador.

Mudança estratégica amplia impacto nacional e redesenha plano local

Ao confirmar atuação no plano nacional, Rogério Marinho garante seu capital político para a articulação presidencial do PL, mas deixa um vácuo relevante no cenário estadual.

A consequência imediata é a necessidade de redefinir, em curto prazo, quem liderará a chapa majoritária da oposição em 2026.

Dois cenários entram em debate entre as principais lideranças

Sem Rogério no páreo, o grupo formado também pelo senador Styvenson Valentim (PSDB), pelo ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) e pelo atual prefeito da capital, Paulinho Freire (União Brasil) passou a trabalhar com dois cenários centrais.

No primeiro desenho, Álvaro Dias assumiria a cabeça de chapa para o Governo do Estado. Esse arranjo analisado desde 2025 abriria uma disputa interna por posições estratégicas como vice e segunda vaga do Senado.

Nomes cotados e que já se lançaram são:

- Babá Pereira: presidente da Femurn, com forte influência entre prefeitos

- Coronel Hélio: nome ligado ao PL, com respaldo no eleitorado conservador

Entretanto, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira se aproximou bastante de Rogério Marinho e pode integrar a chapa majoritária.

Styvenson ao governo e Álvaro ao Senado ganha força

O segundo cenário prevê Styvenson Valentim como candidato ao Governo do RN. Nesse formato, Álvaro Dias disputaria uma vaga no Senado Federal, compondo chapa com o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza. Demais nomes focariam para vice ou suplência.

Essa configuração é vista como uma tentativa de maximizar competitividade eleitoral, unindo nomes com recall consolidado e estruturas políticas já testadas nas urnas. Ainda assim, o desenho depende de uma peça-chave: a decisão final de Styvenson.

Styvenson prioriza reeleição ao Senado, mas sofre pressão interna e pesquisas que mostram seu potencial competitivo.

Oposição entra em fase decisiva de rearranjo

As reuniões internas continuam. Nesta terça o grupo terá novas conversas, desta vez com a presença do ex-prefeito Álvaro Dias que estava em viagem e retirou ontem.

Os próximos dias prometem… Mas uma coisa já está clara: 2026 começa mais cedo no Rio Grande do Norte, e a definição de nomes será determinante para o equilíbrio de forças no estado.

Com informações do bnewsnatal.com.br