Rogério alerta para crise fiscal no RN e cobra medidas urgentes do próximo governador
O RN enfrenta uma situação fiscal crítica, segundo avaliação do senador Rogério Marinho (PL), líder da oposição no Senado. Segundo ele, o próximo governador terá de adotar medidas rigorosas para conter o crescimento das despesas e evitar o colapso financeiro do Estado.
Rogério destacou o aumento acelerado da folha de pagamento, que deve passar de R$ 900 milhões para R$ 1,3 bilhão em poucos meses — um acréscimo de quase 50% em quatro ou cinco meses, em entrevista a 98 FM. Ele ressaltou que, no ano passado, o RN comprometeu 77% da receita corrente líquida com salários, sem contar terceirizados, e classificou esse cenário como insustentável.
“Isso exaure a capacidade do Estado de investir ou até mesmo de manter a máquina pública funcionando adequadamente”, afirmou. O senador defendeu ainda que o governo seja transparente com a população, evitando populismos, e que explique claramente a dimensão da crise.
Sobre possíveis medidas, Rogério afirmou que, se estivesse no lugar do vice-governador Walter Alves (MDB), que deve assumir em abril após a renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT) para concorrer ao Senado, os ajustes precisariam ser imediatos e profundos. Entre as ações citadas estão a revisão da folha de pessoal, um eventual Programa de Demissão Voluntária (PDV) e negociações com os demais poderes para respeitar os limites constitucionais de gastos.
O senador também mencionou a venda de ativos, como a Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern), mas alertou que o curto período de nove meses de gestão dificultaria qualquer efeito significativo dessas medidas. “Mesmo que venda a Caern, não há tempo para recepcionar essa receita e reduzir o déficit crônico de manutenção”, destacou.
Rogério concluiu que o próximo governador precisará tomar decisões duras, capazes de tirar o Estado da zona de conforto, mesmo que isso implique em custos políticos.

