“Quem segura preso é bala”, afirma presidente do Sindicato dos Policiais Penais do RN

 


Ao comentar a fuga de 12 presos no último sábado (17) na Penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, a presidente do Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (SINDPPEN), Vilma Batista, defendeu medidas de contenção em caso de desobediência por parte dos apenados aos procedimentos adotados pelos policiais. Em entrevista ao programa Repórter 98 desta segunda-feira (19), Vilma afirmou ainda que trabalhos de ressocialização dentro dos presídios estão comprometendo a segurança das unidades, pois retira os agentes de suas funções para acompanhar as atividades dos presos.

“O preso que não obedecer os procedimentos tem que ser conduzido a delegacia, e no primeiro momento, se ele vier [atentar contra os agentes], tem que meter bala sim, porque o que segura preso é bala, claro que a bala só é dada em momentos de extrema necessidade”, pontuou.

Segundo Vilma os policiais não conseguem desempenhar as suas funções plenamente e zelar pela segurança das unidades pois precisam realizar outras atividades, como atender advogados, monitorar visitas e atividades de ressocialização dos presos. Ao ser perguntada sobre a relação entre os policiais penais e os advogados criminais do estado, a presidente do SINDPPEN foi enfática e disse que a categoria não tem nada contra a Ordem dos Advogados do Brasil no RN (OAB-RN).

“Na verdade quem tem relação é marido e mulher, o que nós temos é um trabalho que muitas vezes não consegue se adaptar as exigências e prerrogativas exageradas dessas entidades. Não temos nada contra a OAB, ao contrário, já foi parceira nossa, mas eles têm que entender que estamos em um estado de pandemia, então se foi cortada visitas presenciais, inclusive nos fóruns, por que no sistema prisional tinha que ser diferente? “, disse.

No sábado (17), o Governo do Estado confirmou a fuga dos detentos. De acordo com a Secretaria de Estado e Administração Penitenciária (SEAP), a contagem inicial indicou a fuga de 12 detentos do pavilhão IV da penitenciária. A direção da penitenciária divulgou que os fugitivos estavam custodiados na cela 9, ala A, do Pavilhão IV. O Pavilhão abrigava 738 presos. A Penitenciária de Alcaçuz abriga 1.649 presos condenados pela Justiça. Dois deles foram recapturados nesta segunda-feira no bairro das Rocas, zona Leste da capital. Os homens foram identificados como Henrique de Oliveira Souza, conhecido como ‘Borracha’, de 35 anos e Cleyton Marques de Mendonça, de 27 anos.

Assista à entrevista:



Fonte: Portal Grande Ponto

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