Professor Rivaldo Fernandes participa de seminário online promovido pela Universidade Estadual do Maranhão

 


Participando do I SEMINÁRIO DE ESTUDOS sócio-econômicos do Brasil promovido pela Universidade Estadual do Maranhão, o professor Rivaldo Fernandes, mestre em Geografia pela UFRN e Doutorando em Ciências Sociais da PUC SP proferiu palestra sobre o desenvolvimento do Nordeste.

Sob inspiração do professor Mangabeira Unger, ex ministro, Rivaldo destacou os pontos básicos de um projeto de desenvolvimento para o  Nordeste brasileiro baseado em 5 premissas: primeira premissa é que " não há solução para o Brasil sem solução para o Nordeste " enfrentando o problema da desigualdade e da  pobreza. ; a segunda, é que temos que superar a ausência e o vazio de um projeto de desenvolvimento sustentável,  econômico e includente  para o Brasil. Estamos sem norte e sem rumo e a mercê de um modelo predador da natureza, que exclui a população dos benefícios do crescimento econômico.

A terceira  é que o desenvolvimento tem que dá prioridade ao semiárido nordestino que representa um território de 80% deste bioma. O desenvolvimento tem que dá um salto e partir agora do sertão nordestino. E a quarta premissa é a Educacional no sentido de promover um choque de ciência e tecnologia na região. Irrigação, políticas de  armazenamentos das águas, tecnologias de reuso são desafios a serem enfrentados entre outros.  A quinta premissa é que os limites e fragilidades ambientais dos recursos naturais terão que estar no centro da estratégia de desenvolvimento da Região. A sustentabilidade deverá ser uma preocupação central da proposta.

Com base nessas premissas inspiradas no professor Mangabeira Unger Fernandes apontou também 4 grandes eixos na proposta de desenvolvimento apresentada. 

Primeiro, todas as propostas de desenvolvimento deve levar em conta a exaustão dos nossos recursos naturais, os efeitos das mudanças climáticas sobre o semiárido e a Destruição de nossa mata atlântica,  da caatinga, a poluição dos rios, dos mangues, etc. Numa palavra, a sustentabilidade sócio-ambiental.

Segundo eixo é a agricultura irrigada no caminho da industrialização agrícola. Um grande programa de armazenamento das chuvas e o reuso das águas do Nordeste são orientações primordiais. Uma mudança na estrutura secular das terras deverão ser considerado também como estratégia para o desenvolvimento do Nordeste. O terceiro eixo  é que não se pode desenvolver o Nordeste sem incluir o semiárido da região. Milhões de nordestinos vivem neste bioma genuinamente brasileiro num quadro de pobreza e desigualdade social. O quarto eixo é uma proposta educacional que dê um choque de ciência e tecnologia que insira as universidades, SEBRAE, BNB,  faculdades e os institutos  de tecnologias espalhados pelas cidades nordestinas.  

Nesta iniciativa Rivaldo destacou a necessidade de resgatar a SUDENE, o DNOCS, a COVASF, O BNB como instituições do governo federal no planejamento e na coordenação das ações no rumo de fazer do Nordeste uma região desenvolvida e estratégica do Brasil.

Encerrando a palestra Rivaldo destacou a importância daqueles que pensaram o Brasil e o Nordeste citando os economistas Celso Furtado, da Paraiba,  Romulo Almeida da Bahia, Inácio Rangel de São Luiz do Maranhao e a professora Tânia Bacelar de Pernambuco.

Os dirigentes nacionais do PV  Washington Rio Branco, mediador, Denis Soares e Marcelo Silva participaram do seminário e abrilhantaram o evento com suas contribuições.

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