Bolsonaro chama Doria de "ditadorzinho de São Paulo" e critica restrições

 


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chamou o governador João Doria (PSDB) de "ditadorzinho de São Paulo" ao criticar medidas de restrição para evitar o aumento de contaminações e mortes pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). O comentário foi feito durante live semanal nesta quinta-feira (29), na qual Bolsonaro também falou que governadores destroem empregos.

"Os governadores destroem empregos. O 'fecha tudo' acabou com os empregos no Brasil. Se continuar essa política de lockdown, vai levar as cidades à miséria. Eles destruíram empregos e acabaram com a renda. Não foi o governo federal que mandou fechar o comércio. Eu não sou como aquele ditadorzinho de São Paulo", afirmou o presidente.

Bolsonaro também falou sobre o retorno do auxílio emergencial, que foi renovado para um período de mais quatro meses. "Estamos fazendo isso não por voto, mas para não ter empobrecimento. Vocês viram algum petista que ficou preocupado com o empobrecimento da população? Eles querem isso porque população na miséria vai depender do estado e aí essa política é levada para o socialismo, para o comunismo", disse.

Morte de Levy Fidelix

Logo no início da live, Bolsonaro lembrou da morte de Levy Fidelix, presidente do PRTB, partido do ex-presidente, general Hamilton Mourão. "Ele tinha suas opiniões, era um conservador como eu e perdemos uma pessoa que vai deixar saudades", lamentou o presidente.

Nesse momento, Bolsonaro não fez comentários sobre a marca de 400 mil mortes pela Covid-19 no Brasil nesta quinta-feira (29), mas falou rapidamente nos minutos seguintes sem citar, no entanto, o número de óbitos.

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