Infectologista de Natal (RN) defende estudos e uso da Ivermectina para Covid-19

 


A infectologista Roberta Lacerda defende o uso da Ivermectina como profilaxia e tratamento precoce da Covid-19, baseada em estudos realizados em várias partes do mundo. Ela atua no Hospital de Doenças Infectocontagiosas Giselda Trigueiro e no Hospital Universitário Onofre Lopes.

Entre as alegações citadas pela especialista, está a de que nenhuma medicação deve ser vista como direcionada para apenas um tipo de tratamento. E cita exemplos de várias drogas que hoje estão no mercado voltadas para um uso e inicialmente eram administradas em outros tratamentos, como o Viagra que, antes de ganhar o mercado como estimulante sexual era administrado para hipertensão pulmonar em pacientes idosos internados em UTI. Outro exemplo é o Minoxidil, que antes de ir para o mercado para tratamento de calvície, era usado para tratamento de hipertensão arterial.

“Triste daquele que não consegue conceber essa visão ampliada do mecanismo de ação de uma droga que foi estudada em 1981 e até hoje está dando sua cara à tapa, e mostrando seu serviço de utilidade pública”, afirma a infectologista, referindo-se ao uso da Ivermectina, um antiparasitário, e que vem mostrando eficácia como antiviral em vários estudos simultâneos pelo mundo, como na África, Austrália, sudeste asiático e na América.

Roberta Lacerda cita vários estudos que começaram com observação e depois foram aprofundados. Um exemplo é o estudo de idosos na França, onde duas enfermarias foram comparadas após um surto de piolhos em uma das alas. Na comparação entre os dois públicos ficou claro que o que teve mais mortes por Covid-19 foi o que não passou pelo tratamento com a Ivermectina. Por outro lado, houve 100% de sobrevivência no asilo que usou a droga e 4% de mortalidade de pessoas com o mesmo perfil, que não passou pelo tratamento.

Tratamento Precoce
A Ivermectina também é citada pela infectologista como auxiliar importante no tratamento da Covid-19 no início dos primeiros sintomas, para que a droga freie a replicação do vírus nas células. O tratamento precoce, neste caso, é necessário para evitar a inflamação dos vasos, pulmão, rins, cérebro e todos os sintomas mais exacerbados.

“Ivermectina atua como tratamento precoce para modificar uma estratégia ecológica de pandemia, como o Tamiflu fez com a Influenza. Então tem que usar nas primeiras 72 horas para inibir a replicação do vírus e diminuir a sua transmissibilidade, e a Ivermectina faz isso”, afirma.

Em termos de observação, a própria análise do gráfico da pandemia em Natal, em comparação a 8 de julho, se vê uma queda abrupta, que não pode ser explicada por distanciamento social porque a taxa na capital era de 40%. “Comparando-se os dois ciclos de surto, entre maio e julho e novembro e dezembro, como crescimento, eu diria que acompanha entre casos novos, mas não acompanha em mortalidade”, observa e cita as novas cepas como responsáveis pelo crescimento dos casos no fim do ano.

Apesar de defender o uso da Ivermectina como prevenção e tratamento precoce da Covid-19, Roberta Lacerda alerta para o risco de automedicação. Ela afirma que as pessoas devem seguir orientações médicas que serão baseadas em cada indivíduo, dependendo do histórico de risco de doenças e de obesidade. Além disso, chama a atenção da população para a continuidade de medidas sanitárias como lavar sempre as mãos e usar álcool em gel, usar máscaras, manter distanciamento social e evitar aglomerações.

“Oitenta por cento da transmissão é intradomiciliar. Ivermectina ou vacina não devem ser usadas como escudo. Não existe nenhuma redoma de proteção, não existe profilaxia 100%, não existe tratamento 100% e não existe vacina 100%. São estratégias combinadas”, afirma, referindo-se à combinação necessária para evitar contágio da doença que tem aumentado o índice de transmissão nos últimos meses.

ROBSON PIRES