Professores querem volta às aulas somente com vacina e ameaçam paralisação

 


Mesmo com as aulas presenciais previstas para serem retomadas no próximo dia 1º de fevereiro no Rio Grande do Norte, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sinte-RN) afirma que os trabalhadores da educação só voltarão às salas de aula após a comunidade escolar ser vacinada em massa contra a Covid-19.

A questão voltou à tona após o secretário estadual de educação, professor Getúlio Marques, conceder entrevista nesta quarta-feira (13) confirmando que o ano letivo de 2021 iniciará em 1º de fevereiro no formato híbrido. Ou seja, à distância e presencialmente.

O sindicato exige que a reabertura das escolas só aconteça após os professores, funcionários e alunos serem imunizados coletivamente.

“Essa decisão foi tirada em assembleia virtual da categoria no dia 03 de dezembro de 2020. A ideia é proteger todos os que participam do processo educacional, sobretudo quando os números de casos e mortes pelo novo Coronavírus disparam pelo Brasil. Assim, as aulas deverão voltar apenas virtualmente, continuando assim até que todos sejam vacinados”, declarou o Sinte.

O sindicato também ameaçou fazer “paralisações pela vida” caso o Governo do Estado mantenha a posição de iniciar o ano letivo na forma híbrida antes da vacinação.

A coordenadora geral do Sinte-RN, professora Fátima Cardoso, disse que a deliberação vale para o Estado e os municípios: “Neste momento o diálogo é com o Governo, mas as decisões tomadas pela categoria e o Sinte-RN se estendem ao município do Natal e demais municípios do Estado”.

FORMAÇÃO E INSUMOS

Os professores da Rede Estadual apontam que 2020 foi um ano desafiador. Isto porque tiveram que dar aulas à distância repentinamente, embora muitos não fossem treinados para lecionar virtualmente e tampouco dispusessem dos equipamentos necessários. Por isso, consciente que 2021 também será de desafios, a categoria continua reivindicando da Secretaria Estadual de Educação (SEEC) uma formação sobre o uso de tecnologias e dispositivos voltados à oferta de aulas online.

Ao mesmo tempo, o sindicato exige da SEEC a estruturação das escolas para um retorno presencial seguro, mesmo após o início da imunização. O Sinte pede que o Estado garanta os insumos necessários para auxiliar na proteção aos professores, funcionários e alunos.

Fonte: Portal Grande Ponto

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