Anvisa autoriza importação de 6 milhões de doses da CoronaVac



A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou nesta 6ª feira (23.out.2020) a importação de 6 milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus fabricada pela Sinovac.

As doses terão de ficar reservadas, já que o produto ainda não tem registro no país e não pode ser utilizado na população. O imunizante da fabricante chinesa ainda está na 3ª fase de testes.

Em nota, a Anvisa informou que atendeu a 1 pedido do Instituto Butantan. A organização declarou que a importação antecipada garantiria ao Brasil 1 quantitativo que o fabricante se dispõe a “reservar”.

A agência sanitária também destaca que tão logo o Butantan vença pendências de segurança na fabricação, a Anvisa executará os trâmites para decisão dentro da maior agilidade possível.

Até dezembro, a expectativa do Butantan é produzir 40 milhões de doses com a matéria-prima adquirida da Sinovac.

DISCUSSÃO SOBRE FINANCIAMENTO E OBRIGATORIEDADE

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas, disse, na 4ª feira (21.out.), que a produção da vacina contra covid-19, desenvolvida em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Biotech, terá continuidade mesmo sem o financiamento do governo federal.

“Se não tivermos o financiamento oficial, certamente o Butantan irá procurar financiamentos alternativos para oferecer essa vacina. O Butantan no passado já doou vacina”, afirmou em entrevista a jornalistas no Congresso Nacional.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou também na 4ª feira que não comprará as doses da vacina, contrariando o ministro Eduardo Pazuello (Saúde), que 1 dia antes havia firmado 1 acordo.

O governador de São Paulo, João Doria (PSBD-SP), disse que ele e outros governadores podem acionar o STF (Supremo Tribunal Federal) contra o presidente Jair Bolsonaro se ele não recuar da decisão de não comprar as 46 milhões de doses da CoronaVac.

“Vamos esperar pelo menos 48 horas. Se até 6ª feira não houver nenhuma medida de recuo por parte do governo federal para fazer aquilo que deve fazer, apoiar as vacinas, inclusive a vacina do [Instituto] Butantan, que é a vacina do Brasil, nós saberemos quais medidas poderão ser adotadas, seja por São Paulo, seja pelos governadores.”

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