"Palestrante ensina como identificar e desenvolver potenciais para alcançar performances de sucesso"



Em suas palestras, Lúcia Helena Cordeiro, especialista em Educação Corporativa, Treinamento e Desenvolvimento de Lideranças, dá o caminho das pedras, mas adverte: não há receita pronta, nem fórmulas mágicas há comportamentos a serem trabalhados. O primeiro passo é estar aberto à transformação.

“Você que está ai sentado, levante-se! Há um líder dentro de você. Governe-o! Faça-o falar! ”. A frase é da década 1990 e foi criada pelo compositor e idealizador do Movimento Mangue Beat, Chico Science, mas poderia ecoar como um mantra dentro das organizações que buscam melhorar seus resultados no mercado.
O trabalho de Lúcia Helena Cordeiro é justamente fazer emergir os comportamentos profissionais essenciais para que líderes floresçam dentro e fora das organizações.
Palestrante e especialista em Educação Corporativa, Treinamento e Desenvolvimento de Lideranças, Lúcia Helena utiliza em suas abordagens diversas ferramentas e métodos para ajudar pessoas a potencializarem seus talentos, identificando oportunidades de mudanças comportamentais necessárias para alcançarem grandes objetivos.
O foco, sempre, é a transformação humana. Ajudar a transformar pessoas para que elas sejam capazes de transformar o ambiente onde atuam. “Grandes organizações precisam ter grandes times e grandes times têm grandes líderes. Muitas empresas me chamam para transformar comportamentos de chefes em comportamentos de líderes. E dá retorno porque gente é o que traz resultado para organização. Belos prédios e alta tecnologia não bastam. Gente é o que faz acontecer”
Lúcia Helena Cordeiro passou por empresas de grande porte ocupando cargos executivos. Sabesp, Volkswagen, Cosipa (atual Usiminas) e McDonald’s’s são algumas. Ministrou aulas na graduação e pós-graduação/MBA para cinco instituições de ensino como Senac e Universidade Monte Serrat (Unimonte), em Santos. Nesta última, foi também Diretora de Desenvolvimento de Talentos Humanos. Já na UNIBr, em São Vicente, atuou como Diretora Acadêmica. Há quase 20 anos desenvolve Consultoria Organizacional além de apresentar soluções diferenças, através de programas de T&D.
Veja alguns temas com que a especialista trabalha em suas palestras e programas de treinamento corporativos 
Lapidando talentos
Características como boas condutas em equipe, bom relacionamento interpessoal, atitudes proativas deixaram de ser um ponto positivo para o ingresso no mercado e o crescimento na carreira. Hoje elas são primordiais.
Segundo o Instituto Gallup, 80% das pessoas demitidas são desligadas pela ausência da chamada “Metacompetências”, ou seja, atributos que vão além de competências técnicas específicas para uma determinada função. O diferencial está na área comportamental.
Segundo Lúcia Helena, todos temos dentro de nós uma semente latente que pode vir a ser o que nós quisermos. Mas, as vezes, as pessoas se perdem nesse caminho e nem elas próprias acreditam que possam vir a ser grandes. “Meu papel é despertar essas potencialidades para que elas assegurem resultados extraordinários nos processos organizacionais e felicidade no trabalho que desenvolvem”, ressalta, lembrando que hoje o mundo corporativo busca não somente o excelente técnico.
“Pessoas muito boas tecnicamente estão sendo desligadas por ausência de comportamentos organizacionais essenciais. Não adianta ter habilidades técnicas apuradas quando há dificuldade de se relacionar com as pessoas, de compartilhar esses saberes e quando falta humildade para aprender com o outro”, afirma.


O caminho até a liderança
Não há fórmula mágica para alçar grandes voos. Mas há um caminho fundamental a percorrer, chamado por Lúcia Helena dos Três Poderosos ‘As’:
Autoconhecimento - É preciso elencar tudo o que a própria pessoa e seus pares reconheçam como de valor em sua personalidade. Paralelamente, identificar claramente os aspectos que podem ser oportunidades de melhoria. Ou seja, ter consciência do que a pessoa faz muito bem e também do que é precisa desenvolver mais ou aprender;
* Autodesenvolvimento -  Munido de autoconhecimento e trabalhado seus comportamentos, o segundo passo é continuar se desenvolvendo para buscar efetivamente aquilo que falta para atingir o propósito profissional maior.
* Autotransformação - Não basta saber o que é preciso mudar. É preciso realmente “transcender a forma atual” e de fato agir de maneira diferenciada. Quando a pessoa se transforma, ela tem mais força para transformar seu entorno.

Profissional/ Líder de sucesso X Comportamentos organizacionais não desejados
O ambiente é mais propício ao crescimento para as pessoas que têm bom humor, alto astral, proatividade, perfil inovador, entusiasmo pelo trabalho, facilidade de comunicação, temperança, versatilidade e capacidade de adaptação.

Já aquelas que têm postura de arrogância, intolerância, resistência à mudança, que se comportam como geradoras de conflitos, que não sabem gerenciar ou administrar crises e tem dificuldades em compartilhar os saberes, estão fadadas a não saírem do lugar ou, até mesmo, a serem desligadas das organizações.
Em suas palestras Lúcia Helena detalha as diferenças entre o profissional que as companhias buscam e o tipo de colaboradores que evitam ter em seus quadros.

Crescer em cenários adversos
Em tempos de crises internas ou externas, as posturas organizacionais diante de cenários adversos são um desafio ainda maior para profissionais que querem ascender.

Aquisição, fusão, troca de diretoria são exemplos de cenários adversos que podem provocar desestabilidade. O mesmo vale para períodos negativos na economia, que afetam contratações e desenvolvimento das equipes.

Para aqueles que entendem que o mundo é mutante é mais fácil passar pelas turbulências. “Meu papel é buscar que profissionais e líderes compreendam que o mundo é feito de mudanças. Momentos de crise propiciam possibilidades de fazer diferente aquilo que sempre foi feito do mesmo modo”, pondera Lúcia Helena.

Novas gerações
Empresas e profissionais têm muito a ganhar se souberem conviver com as diferentes gerações dentro de um mesmo ambiente produtivo.
A Geração Millenium, também conhecida como Geração Y, está vindo com muita energia, bastante ansiedade e prontos tecnologicamente. Segundo Lúcia, eles querem mais do que dinheiro. Querem se sentir realizados, reconhecidos, valorizados chegando rápido a postos de decisão. 

As características são bem distintas dos antigos baby boomers e das gerações seguintes. “O segredo é ter todos estes perfis numa mesma empresa, para que as trocas de experiências sejam as mais ricas possíveis. Há organizações que contam, inclusive, com programas de apadrinhamento. O importante é que todos os talentos tenham disposição para aprender e compartilhar conhecimentos”.