Galo dos Perturbados promete incendiar o carnaval no polo Centro Histórico
O tradicional bloco “O Galo dos Perturbados” vai cantar alto no
terreiro do Centro Histórico, na terça-feira gorda de carnaval (28). Pelo
sétimo ano consecutivo, a agremiação percorrerá as principais vias da Cidade
Alta, arrastando uma multidão calculada em três mil e quinhentos foliões. A
concentração terá início às 16 horas, no Bar do Naldo, localizado na praça João
Tibúrcio, na rua Padre Pinto. O rolé pelo Centro Histórico está marcado para
17h30.
Quarenta músicos comporão a banda formada graças ao edital Carnaval
Multicultural 2017, da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte) e Secretaria
Municipal de Cultura (Secult). A novidade este ano é que os shows musicais
ocorrerão nos jardins da Pinacoteca do Estado, e não mais na rua Padre Pinto.
De acordo com o idealizador do bloco, Naldo Alves, os shows
na Pinacoteca começam às 20 horas, com Pedro Mendes e banda. Em seguida, sobe
ao palco a banda Performance, que traz à frente a cantora Kelly Aguiar. “A
gente espera mais de três mil foliões este ano. O acesso à Pinacoteca será
somente com a camiseta do bloco, que custa R$ 20,00. No total são 700
camisetas. A procura está ótima. Esperamos zerar o estoque”, presume o
carnavalesco. Aliás, a banda Performance também será responsável pela prévia
d’O Galo dos Perturbados, no dia 25 próximo, no Bar do Naldo, onde tudo
começou.
As atrações do bloco consistem na presença de cinco bonecos
gigantes que homenagearão figuras históricas do centro da cidade, como o ex-Rei
Momo Paulo Maux, o poeta Pedro Grilo, o músico Mainha, Gardênia e o comerciante
Nazi, numa parceria com o bloco “Nazi vai à Ribeira”, além do galináceo
gigante, o mascote d’O Galo dos Perturbados.
“Dois motivos nos levaram a optar por um espaço fechado para
a festa. Um deles foi o custo financeiro que tornou inviável a festa ao ar
livre. O outro foi a segurança dos foliões”, explica Naldo Alves. Ele garante
que o folião disporá, na Pinacoteca, de uma tenda gigante para se abrigar, caso
chova, banheiros químicos e um bar aberto para saciar a sede, afora os shows.

