Contrariando previsões Trump é eleito Presidente dos EUA

Donald Trump - Foto: BBC - 

O bilionário, que conduziu uma campanha populista e contra o sistema, surpreendeu os EUA e o Mundo ao conquistar mais do que os 270 votos do colégio eleitoral necessários para poder entrar na Casa Branca pela porta grande.
Foi um vendaval republicano que varreu o mapa eleitoral norte-americano e que ajudou Donald Trump a vencer Estados essenciais como a Florida, o Ohio e a Pensilvânia, assim como os Estados do sul dos EUA, tradicionalmente republicanos. Para Hillary Clinton ficaram os Estados das costas Oeste e Este, que no entanto não foram suficientes para sequer se aproximar do republicano.
No final de uma noite muito longa, ao longo da qual foi forjando uma vitória inesperada, Trump assegurou pelo menos 288 votos do colégio eleitoral, bem mais do que os 215 conquistados por Hillary Clinton.

O mapa enrubescido. E o mundo e os mercados
O mapa enrubesceu definitivamente e o site da imigração canadiano crashou. O excessivo e impulsivo magnata nova-iorquino de 70 anos e sem experiência política, que fez fortuna no setor imobiliário, é coroado rei. O mais velho a chegar à Casa Branca. Contra todas as expectativas. O homem que participou no "Sozinho em casa", que organizou os concurso de Miss Universo, que se gabou de agarrar as mulheres de forma pouco ortodoxa, que prometeu anular o Obamacare que o ainda presidente criou para dar acesso à saúde a camadas mais desfavorecidas, que não esconde admiração pelo líder russo, que quer suavizar os impostos aos patrões e construir um muro na fronteira com o México de onde só vêm narcotraficantes e criminosos e violadores (Trump dixit) é o novo presidente dos Estados Unidos da América e os apoiantes que se juntaram à sede de campanha, em Nova Iorque foram "embebedar-se".

Paul Krugman, Nobel da Economia, resumiu ao "The New York Time" o engano em que uma nação - o mundo - viveu nos últimos meses. "Afinal, há uma enorme quantidade de pessoas, broncos, a viver principalmente nas zonas rurais, que não partilha a nossa ideia da América. Para eles tudo é sangue e território, tudo é patriarcado tradicional e hierarquia racial. E há muitas outras pessoas que podem não partilhar estes valores anti-democráticos, mas que ainda assim queriam votar em quem quer que usasse o rótulo republicano. Será a América um estado falhado, uma sociedade falhada?"
Ou então, como rejubilaria John McCain, ex-oponente de Trump nas primárias republicanas, que manteve o lugar de senador no Arizona, um estado vermelho que todos julgavam perdido para os azuis: "Uma mensagem sobressaiu clara: os americanos querem progresso, agora".


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