Construção de seis escolas estaduais no campo transforma realidade de estudantes no RN

A educação é uma das principais ferramentas de transformação social. Acreditando nisso, o Governo do Estado investiu forte na construção de seis novas escolas, para levar educação de qualidade ao interior do Rio Grande do Norte. Foram R$ 27 milhões aplicados na construção dos prédios modernos e sustentáveis nas zonas rurais de Ceará-Mirim, João Câmara, Caraúbas, Macaíba e zona urbana de São Gonçalo do Amarante.

A construção das seis escolas beneficia diretamente três mil jovens e só foi possível através dos recursos do empréstimo junto ao Banco Mundial, executada pelo projeto Governo Cidadão em parceria com a Secretaria Estadual de Educação. A Escola Estadual Prof. Almino de França, localizada no assentamento 1º de Maio, em Caraúbas, é um exemplo. Nela foram investidos R$ 4,6 milhões e a escola tem hoje capacidade para receber até 600 alunos, divididos em dois turnos.

A dona de casa Ana Maria da Conceição diz que a vida de todos mudou com a chegada de uma instituição de ensino na comunidade. Com filhos e netos em idade escolar, ela diz que o prédio na porta de casa irá diminuir o volume de viagens para muitos jovens. “Muitos viajam até 18 km por dia até Caraúbas para estudar. Em dia de chuva o ônibus atola, às vezes chegam em casa onze da noite. É muito bom, inclusive pra minha filha que já é adulta, mas quer voltar a estudar”, comemora.

Um dos projetos do Governo do RN é ocupar parte dessas vagas com educação e qualificação de agricultores familiares, já a partir de 2021. A ideia pega carona no projeto de alfabetização no campo, considerado um sucesso, e que já alfabetizou mais de duas mil pessoas no interior do Estado e deve continuar no próximo ano, por causa da suspensão das aulas ocasionada pela pandemia de coronavírus. Do total, 51% são mulheres.

Para a governadora Fátima Bezerra, mais do que erguer prédios para abrigar alunos, o que o Governo tem feito é investir numa educação mais inclusiva e de qualidade. "Nada é mais gratificante para um gestor - e particularmente pra mim, que sou professora - do que investir em educação. Não são apenas prédios novos, são oportunidades de transformação de vidas e novas possibilidades de futuro”, acrescentou.

“A gestão da professora Fátima Bezerra trava uma luta incansável para oferecer e entregar uma educação de qualidade, seja na capital ou no interior. As seis escolas construídas na zona rural do interior do Rio Grande do Norte mostram esse compromisso. Os jovens não precisarão deixar suas casas no campo para frequentar uma boa escola e acessar uma aprendizagem de excelência”, pontua o secretário de Gestão de Metas e Projetos, Fernando Mineiro.

Os prédios foram pensados dentro de critérios técnicos de sustentabilidade e conforto térmico, adotando uma série de medidas de maior eficiência energética e maior aproveitamento de recursos naturais, com soluções como reuso das águas em vasos sanitários e mictórios, reuso do esgoto tratado em irrigação de jardins e áreas verdes e captação de energia solar por meio de painéis fotovoltaicos localizados na cobertura das escolas. Tais medidas visam à redução de custos de operação e manutenção.

As escolas de campo têm como objetivo principal promover acesso à educação no campo e incluir socialmente crianças e jovens de comunidades indígenas, quilombolas e assentados. Os prédios possuem amplas salas de aula, laboratórios, biblioteca, quadra poliesportiva, setor administrativo com diretoria, secretaria, sala de arquivos, almoxarifado, coordenação pedagógica, sala dos professores e sala de material didático; setor de serviços com cozinha, despensa, área de serviço, copa suja, banheiro de serviço, banheiro de funcionários, professores, estudantes e com acessibilidade; e setor de convivência com refeitório/pátio coberto e jardins.

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