Secretário de Doria é preso em ação contra desvio de recursos da Saúde


Agentes da Polícia Federal cumprem na manhã desta quinta-feira mandados contra alvos suspeitos de desviarem recursos da Saúde. No total, estão sendo cumpridos seis mandados de prisão e 11 de busca e apreensão em três estados e no Distrito Federal. A ação, denominada Darnadários,  tenta desarticular um esquema entre empresários e agentes públicos, que tinha por finalidade contratações dirigidas. Um dos presos em São Paulo foi o secretário estadual de transportes Alexandre Baldy. Em Petrópolis, foi preso Guilherme Franco Netto, pesquisador da Fiocruz.

Baldy, ex-ministro das Cidades no governo do ex-presidente Michel Temer, é suspeito de participar do esquema antes de assumir a secretaria do governador João Doria, quando era deputado federal por Goiás.  Ele foi preso em casa, nos Jardins, bairro nobre de São Paulo. A PF já cumpriu três mandados de prisão em Petrópolis (RJ), São Paulo e Goiânia (GO). Os agentes tentam cumprir ainda mandados em São José do Rio Preto (SP) e Brasília (DF).

Na residência de um dos suspeitos, em Brasília, os agentes apreenderam R$ 90 mil. A operação, desdobramento de outras ações como Fatura Exposta, Calicute e SOS, está sendo conduzida pela Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros da PF, em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF).

Os alvos responderão pelos crimes de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os mandados judicias foram expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. O nome da operação faz referência aos agentes de “negócios”, atravessadores que intermediavam as contratações dirigidas.

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