Sindicato dos Médicos atribui melhora no RN a uso precoce da Ivermectina e outros medicamentos


Os números apresentados pelo Rio Grande do Norte no combate à covid-19 credenciam o Estado a continuar a flexibilização das atividades econômicas. A opinião é do médico anestesiologista e presidente licenciado do Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed), Geraldo Ferreira. Ele cita várias ações tomadas, principalmente pelo município de Natal, como o uso da ivermectina associada a outros medicamentos por parte da população, o que possibilitou bons resultados no combate à doença.
“A queda no número de infectados, na transmissibilidade e na procura por internamento sinalizam que a flexibilização do isolamento e a retomada da economia podem, com prudência, continuar”, afirma Dr. Geraldo.
Na luta contra a pandemia, um dos medicamentos que mais se popularizou em Natal foi a Ivermectina, muito procurada pela população, que formou filas de centenas de metros nas calçadas das farmácias de manipulação e drogarias durante vários dias.
O Tratamento precoce, motivo de tantas discussões, foi estabelecido por meio de protocolos, primeiramente pelos planos de saúde, e depois pela Prefeitura de Natal, por meio do uso da Ivermectina ou Hidroxicloroquina associadas à Azitomicina, vitamina D, Zinco, Corticoide para casos sintomáticos, anticoagulantes, pulsos de corticoide e oxigênio para pacientes graves internados.
“O quadro atual de reversão da pandemia em vários locais, incluindo Natal, se deve ao ciclo da doença que tem forma de sino e cai rapidamente após o platô, mas a mortalidade foi menor onde se ofereceu cuidados profiláticos e precoces, além de onde os recursos federais foram devidamente usados para ampliar a rede de saúde para os casos de Covid, que demandaram leitos semi-intensivos e vagas em Uti”, explica o médico.
Algumas cidades, a exemplo de Natal, fizeram distribuição de medicamentos como forma de prevenir agravamentos e necessidade de internamento e tiveram bons resultados. Na capital potiguar, recentemente o Centro de Atendimento, no Ginásio Nélio Dias, na Zona Norte, passou a fazer um trabalho de triagem, consulta médica, diagnóstico laboratorial e distribuição de medicamentos.
“Associadas ao distanciamento social, uso da máscara e do álcool gel, evitando-se aglomerações, proteção e profilaxia aos grupos de risco, além da procura por assistência aos primeiros sintomas da Covid-19, a estrutura assistencial, ao lado das UBSs, UPAs, rede hospitalar e Uti’s parecem estar dando um xeque-mate no vírus”, acrescenta Dr. Geraldo.

ERROS
Passados alguns meses desde o início da pandemia, algumas análises já apontam possíveis erros que foram cometidos no início do combate à covid-19 no Rio Grande do Norte, assim como em todo o Brasil. Entre eles, segundo o presidente licenciado do Sinmed, está a orientação que foi repassada para que a população ficasse em casa mesmo com sintomas e que só procurasse atendimento médico se acometida por falta de ar.
“Não bastava isolar a população, os pacientes tinham que ser tratados. A insistência do governo em divulgar que as pessoas só fossem às unidades de saúde se tivessem falta de ar foi talvez o grande erro, os muitos que chegaram já graves perderam a chance de recuperação”, disse Geraldo Ferreira, que é médico anestesiologista.
Ainda segundo ele, a orientação para o uso sistemático de máscara teria protegido mais as pessoas e freado a velocidade da infecção. A instituição de tratamento profilático para os profissionais de saúde e grupos populacionais de risco e o tratamento precoce aos primeiros sinais da Covid teria dado resultados mais favoráveis no Rio Grande do Norte.


Fonte: Portal Grande Ponto

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