Solenidade celebra 10 anos do Santuário dos Mártires no Bairro Nazaré




 
Por iniciativa do vereador Aroldo Alves (PSDB), a Câmara Municipal de Natal realizou na noite desta segunda-feira (30) uma sessão solene em homenagem aos 10 anos da construção do Santuário dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, no Bairro de Nazaré. O plenário da Casa estava lotado com a participação de fiéis e participantes da igreja; 15 personalidades que possuem identificação com a história da congregação foram agraciadas com diploma meritório pelos relevantes serviços prestados.

Localizada no Bairro de Nazaré, zona Oeste de Natal, a paróquia completa uma década de existência. O local foi erguido para homenagear os trinta Mártires que foram vítimas de massacres durante a invasão holandesa, em 1645. O primeiro massacre aconteceu na capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho de Cunhaú, em Canguaretama; o segundo foi na comunidade de Uruaçu, em São Gonçalo do Amarante. Os mártires foram beatificados pelo Papa João Paulo II e canonizados pelo Papa Francisco no dia 23 de março de 2017.

"Desde que foi inaugurado, o Santuário vem recebendo a visita de devotos do mundo inteiro; oportunidade de fazer um resgate da nossa trajetória e fomentar o turismo religioso na capital potiguar. Trata-se de um símbolo da fé do povo natalense. Portanto, o Parlamento Municipal faz justiça ao reverenciar o legado da igreja e dos mártires", declarou o vereador Aroldo Alves, em seu discurso.

Na sequência, o Padre Fábio Pinheiro, pároco do Santuário, recordou os tempos da doação do terreno para a construção da basílica. "Foram longos anos de dificuldades. O terreno para erguer a paróquia foi doado no ano 2000 pela então prefeita de Natal Wilma de Faria. No início, apenas uma capela foi erguida para homenagear os Mártires, todavia, o apoio da população e de algumas autoridades tornou o sonho da primeira basílica de Natal possível", contou ele. "Estou feliz por fazer parte dessa caminhada vitoriosa. Deus fez maravilhas naquele lugar", completou.

Raniere Trindade, engenheiro que participou da elaboração do projeto de construção do Santuário, também ressaltou o empenho dos membros da congregação para que o sonho se tornasse realidade. "A força da comunidade nos contagiou. Era uma fonte de incentivo extra para a gente que estava na linha de frente do trabalho. Em tempo: ao final de três anos de luta, desde o estabelecimento da primeira pedra até os ajustes finais, conseguimos concluir a obra, que superou todas as nossas expectativas em matéria de beleza e qualidade".

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