Zaira Cruz foi estuprada antes de ser assassinada



A noite de horror da jovem Zaira Cruz
Universitária Zaira Cruz, que teria feito 23 anos no último dia 11, há anos era amiga de Pedro Inácio Araújo de Maria, de 36. Moradores de Currais Novos, ela e o sargento da Polícia Militar “há alguns anos mantinham um relacionamento esporádico”, de acordo com Leonardo Germano, delegado da Polícia Civil que investiga a morte da jovem, ocorrida no dia 2 de março, em Caicó.
O delegado tem convicção de que o sargento Pedro Inácio matou Zaira Cruz. Nesta sexta-feira, 15, o suspeito foi preso em cumprimento de um mandado de prisão preventiva expedido pela 3ª Vara da Comarca de Caicó. Além do homicídio, existe a suspeita de que o policial militar teria estuprado a vítima.
Currais Novos é perto de Caicó. Foi para lá que Zaira partiu para curtir um dos mais tradicionais carnavais do estado. “Ocasionalmente, se encontraram na sexta-feira à noite e decidiram ficar”, contou o delegado. Aquelas eram as últimas horas de vida da jovem que, neste ano, concluiria a faculdade de Engenharia Química.
O casal ficou junto durante a noite. “Ele deixou amigas da vítima em casa às 2h14 da madrugada”, contou o delegado. Os minutos seguintes foram de horror. “Há indicativos nos autos de que, precedeu ao homicídio, o estupro”, afirmou Leonardo Germano. O investigador até acrescentou “que ela estava no ciclo menstrual”.
Na sequência, Zaira foi assassinada. “O laudo do Itep mostrou que ela morreu por asfixia mecânica (estrangulamento)”, ressaltou o delegado. “Possivelmente, um Mata-Leão ou uma Gravata”, concluiu sobre qual golpe foi utilizado pelo assassino.
3h18 do sábado de Carnaval: De acordo com a Polícia Civil, Pedro Inácio chega a La-Bodeguita, prédio onde ele estava hospedado com amigos. Imagens de câmeras de segurança comprovariam a chegada. O sargento da PM demora a descer do carro. “Passou cerca de 10 minutos para entrar no imóvel”, diz Leonardo Germano. Zaira chegou morta ao local onde foi encontrada.
Amanhece o dia. Diante dos amigos, na versão policial, Pedro Inácio finge procurar a jovem. “Ele se aproximou do veículo e manifestou que ela não estava acordada”. Por volta das 9h, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.

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