“Carlos Eduardo sempre trabalhou contra usuários do transporte”, afirma Raniere


A discussão deveria se restringir a análise do veto de um projeto de lei que recomenda aos usuários do transporte coletivo se precaverem quando utilizarem o celular dentro do ônibus. Mas o veto a uma matéria tão simples acabou levando o presidente da Câmara Municipal de Natal, Raniere Barbosa (Avante) a fazer uma dura crítica ao ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) e afirmar que ele estava tão acostumado a “trabalhar pelos empresários do transporte coletivo”, que “vetou o projeto sem nem ler”.
Ressaltando falar com propriedade, uma vez que foi líder do prefeito durante alguns anos e diz conhecer o perfil do ex-prefeito na proteção dos interesses dos empresários, Raniere Barbosa relembrou a dura batalha que foi a aprovação das medidas que beneficiariam os usuários durante a discussão sobre a licitação do transporte. Contudo, a matéria acabou sendo vetada pelo Executivo, atrasando todo o processo – até hoje ainda não concluído.
“O ex-prefeito, que hoje que ser governador do Estado, trabalhou sempre contra os usuários do transporte coletivo e a favor dos empresários. Eu sei porque fui líder dele mas, mesmo assim, votei contra as propostas dele e a favor de melhorias para os usuários”, afirmou Raniere Barbosa, acrescentou que o ex-prefeito, nos últimos tempos, vinha tendo uma postura ainda mais contrária a qualquer melhoria proposta pelos vereadores e que pudessem ir contra aos interesses do empresariado. “Vejo, independente do que for, ele vetou. Nem olha”, avaliou Raniere.
Basicamente, o projeto de lei apenas determina que as empresas de ônibus devem colocar, em locais visíveis, avisos para que os passageiros tenham cuidado ao utilizarem o celular dentro do coletivo. O objetivo é evitar que os usuários reforcem as estatísticas de vítimas de roubos dentro dos ônibus, diante da falta de segurança.
Apesar da crítica de Raniere Barbosa, o projeto que trata sobre a colocação desses informativos nos ônibus, e que foi apresentado pelo vereador Franklin Capistrano, o veto a matéria foi mantido. Foram 13 votos favoráveis a derrubado do veto, mas eram necessários, pelo menos, 15.

AGORARN

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