Redução na taxa básica dos juros é a oitava seguida desde que o Banco Central iniciou o atual ciclo de cortes, em outubro de 2016


O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, manteve o ritmo de cortes na taxa básica de juros e baixou a Selic em 1 ponto porcentual, para 8,25%. A decisão foi tomada por unanimidade. Essa é a oitava redução consecutiva desde outubro do ano passado. Com isso, a taxa chega ao menor patamar desde julho de 2013, quando subiu a 8,50%.

O resultado era esperado pelos economistas de mercado, segundo as previsões do último Boletim Focus. Com o novo patamar, a poupança passa a ter nova regra para seu rendimento, que ficará inferior ao que ocorria quando a Selic estava em 8,50%.

Os economistas do Banco Central consideram que a economia se recupera em ritmo gradual e que o comportamento dos preços e o cenário externo continuam favoráveis. Na manhã desta quarta-feira, o IBGE divulgou informação de que o IPCA, índice oficial de inflação do país, acumulou alta de 1,62% nos primeiros oito meses do ano, o ritmo mais fraco para o período desde a criação do Plano Real, em 1994.


O Copom também indicou que deverá fazer um corte menor que 1 ponto porcentual na Selic em outubro. “Para a próxima reunião, caso o cenário básico evolua conforme esperado, e em razão do estágio do ciclo de flexibilização, o Comitê vê, neste momento, como adequada uma redução moderada na magnitude de flexibilização monetária. Além disso, nessas mesmas condições, o Comitê antevê encerramento gradual do ciclo”, disse a instituição em nota. Os analistas consultados pelo Focus esperam que os juros encerrem o ano em 7,50%.

A taxa Selic
A Selic é a taxa usada como referência para definir os juros pagos em diversos contratos do sistema financeiro, de empréstimos para a compra de imóveis a cartões de crédito. Ela é definida em reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), que é parte do Banco Central, em reuniões que ocorrem a cada 45 dias. O BC altera a taxa básica de juros para controlar a inflação, por meio da influência que a Selic tem na oferta de dinheiro disponível no mercado.

REVISTA VEJA

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