Educadores de Natal mantêm indicativo de greve e farão três dias de paralisação de atividades

 


Educadores e educadoras de Natal debateram o movimento grevista na Rede Municipal de Ensino ao longo da manhã dessa quarta-feira, 14 de julho. O debate ocorreu durante Assembleia virtual da categoria coordenada pelo SINTE/RN e os/as professores/as deliberaram por manter o indicativo de greve na capital e transferir a deflagração para 28 de julho, com paralisação de todas as atividades nos dias 16, 21 e 26 de julho.

A nova data prevista para deflagração da greve considera o calendário letivo do município que prevê o retorno do ensino fundamental para o final do mês. Desse modo, a categoria voltará a se reunir em Assembleia em 28/07 (quarta-feira).

A Assembleia de hoje teve participação da Assessoria Jurídica do Sindicato abordando a legalidade da greve. Na ocasião, paralelo ao tema grevista, assuntos como a carga suplementar; a deficiência de estrutura de algumas escolas, com falta de abastecimento de água e insegurança sanitária; a imunização contra a Covid-19; e o descumprimento da Lei do Piso também estiveram em discussão e embasaram a decisão dos/as educadores/as municipais.

Com relação aos encaminhamentos da Assembleia, a categoria mais uma vez defendeu a continuidade das aulas em formato exclusivamente remoto, considerando a necessidade de completar o ciclo de imunização contra a Covid para que ocorra o retorno presencial; imunização esta que ocorre apenas após a aplicação das duas doses da vacina.

Outros encaminhamentos foram aprovados pela Assembleia: permanência da atualização do Piso Salarial 2020 na pauta de reivindicações; solicitação aos mandatos populares para realização de audiência pública sobre a educação municipal e o retorno presencial sem segurança sanitária imposto pela Prefeitura; e manutenção do regime permanente de Assembleia da categoria.

A Assembleia contou com participação expressiva da categoria, reuniu quase quatrocentos professores/as e foi coordenada pela professora Fátima Cardoso e pelo professor Bruno Vital – coordenadores gerais do SINTE.


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