Técnica de enfermagem é a primeira vacinada no RN

 


A primeira pessoa vacinada contra a covid-19 no Rio Grande do Norte é uma mulher, idosa, que trabalha há 35 anos como técnica de enfermagem  no hospital Giselda Trigueiro, referência do Estado no tratamento de pacientes infectados pelo novo Coronavírus. Maria das Graças Pereira, de 57 anos, recebeu a primeira dose aplicada pela secretária-adjunta de Saúde Maura Sobreira. Mesmo portadora de comorbidades, não quis se afastar do trabalho e seguiu na linha de frente. O reconhecimento veio com o convite para entrar para a história.

Depois de Graça, em seguida, foi a vez de Edilma Pereira da Silva, de 49 anos, técnica de enfermagem de São Gonçalo do Amarante, que atua no Hospital de Campanha do município.

Na solenidade que marcou o início da vacinação no Rio Grande do Norte, o Governo do Estado reconheceu os profissionais de saúde e servidores públicos que atuam no combate direto à pandemia. Ao todo, sete pessoas receberam a primeira dose: cinco mulheres e dois homens.

Também foram vacinadas Geny Souza de Santana, médica obstetra de 67 anos que atua no Hospital Maternidade Divino Amor, em Parnamirim; Renata de Souza Carneiro Martins da Silva, técnica em enfermagem de 29 anos que atua no Centro 2 e centro covid de Extremoz; Antônia Pinheiro da Silva Araújo, enfermeira de 54 anos que trabalha na Estratégia Saúde da Família – Comunidade Indígena de Lagoa do Tapará; Giorgione Guerra Cabral, médico de 31 anos que atua no Hospital de Campanha de Natal e Renato Oliveira, técnico de enfermagem do Samu e Maria de Lourdes Nascimento de Morais, enfermeira de 54 anos que atua no Hospital Municipal Dr Percilio Alves, em Ceará-Mirim.

Ao todo, o Rio Grande do Norte recebeu 82.440 doses da vacina, o que será suficiente para imunizar apenas 39.258 potiguares, que receberão duas doses num intervalo de 28 dias.

Durante o evento, a governadora Fátima Bezerra criticou a demora para o início da vacinação do Brasil ficando atrás, inclusive, de outros países da América do Sul. E aproveitou o evento para defender a ciência e o sistema único de saúde:

“Isso aqui não é favor, é dever do Estado. E estamos aqui para servir a população do Rio Grande do Norte. O início da vacinação significa a vitória da esperança, da ciência, do SUS, a vitória da vida contra o negacionismo”, disse, para na sequência reforçar a importância do SUS por meio de um pacto entre todos os entes federados:

“O SUS só funciona se o município der a mão ao Estado, se o Estado der a mão ao Governo Federal e aí ninguém solta a mão de ninguém”, afirmou.

Apesar da celebração, Fátima Bezerra reafirmou que as doses enviadas ao Estado foram insuficientes, mas que essa deve ser encarada apenas como uma primeira etapa do processo de imunização:

“As vacinas contra covid-19 chegaram na madrugada e já estão sendo distribuídas antes do prazo inicial que era de 72 horas para o início da imunização após a chegada das doses. O Rio Grande do Norte fez o dever de casa e se preparou para isso. Essa é uma vitória da ciência contra o negacionismo”, destacou a governadora.

“Isso aqui não é favor, é dever do Estado. E estamos aqui para servir a população do Rio Grande do Norte. O início da vacinação significa a vitória da esperança, da ciência, do SUS, a vitória da vida contra o negacionismo”.

Fátima Bezerra, governadora do Rio Grande do Norte

Fátima Bezerra falou, ainda, sobre a criação do aplicativo RN+Vacina, que mostra que o povo do RN acredita e valoriza a ciência, que não se deixa se influenciar por disputas ideológicas quando o assunto é saúde. A plataforma é pioneira no país e vai garantir transparência e monitoramento das vacinas. Até o momento, apenas duas regionais da saúde não receberam as vacinas e os municípios devem começar vacinação até o final da tarde desta terça (19).

A secretária adjunta da Sesap, Maura Sobreira, destacou que a pandemia não termina com chegada da vacina que é preciso manter o distanciamento social, a higiene das mãos e uso de máscara de proteção. A Sesap ainda não sabe quando chegam as próximas doses da etapa 1, destinada a idosos acima de 75 anos, institucionalizados (que moram em abrigos), profissionais de saúde, além de indígenas e quilombolas.

Apenas as doses para idosos e profissionais de saúde que estão na linha de frente serão imunizados, por enquanto. Ainda faltam doses para a população acima de 75 anos, além de indígenas e quilombolas. Para orientar os municípios, a Sesap emitiu informe orientando como deve ser feito o escalonamento para distribuição de doses.

O processo de vacinação em três fases:

1ª etapa: Profissionais da saúde que atuam na linha de frente do combate à Covid-19, que trabalham em hospitais – da rede estadual, municipal e privada – e UPA’s; pessoas com 75 anos ou mais; pessoas com 60 anos ou mais institucionalizadas; e pessoas de comunidades tradicionais ribeirinhas.

Segundo o Governo do Estado, para a primeira fase de imunização estava previsto o envio de 239 mil doses da Coronavac, mas apenas 82.440 foram enviadas ao RN. O que obrigou o Estado a ter a primeira fase de imunização fracionada, priorizando as equipes de vacinação envolvidas no processo de imunização, trabalhadores de instituições de longa permanência de idosos,

As demais fases da vacinação terão prosseguimento, conforme as doses forem enviadas ao RN:

fase 2 – pessoas de 60 a 74 anos

fase 3 – pessoas com morbidades: Diabetes mellitus; hipertensão arterial (HA) estágio 3; HA estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidades; hipertensão resistente; doença pulmonar obstrutiva crônica; insuficiência renal; doenças cardiovasculares e cerebrovasculares; indivíduos transplantados de órgão sólido ou de medula óssea; demais indivíduos imunossuprimidos; anemia falciforme; obesidade grau 3 (IMC≥40); síndrome de down)

Recomendação de fracionamento para municípios diante das doses insuficientes para 1ª fase:

Equipes de vacinação que estiverem inicialmente envolvidas na vacinação dos grupos elencados para as 39.258 doses;

Trabalhadores das Instuições de Longa Permanência de Idosos;

Trabalhadores dos serviços de saúde públicos e privados, tanto da urgência quanto da atenção básica, envolvidos diretamente na atenção/referência para os casos suspeitos e confirmados de covid-19, na seguinte ordem:

Trabalhadores dos hospitais de referência;

Trabalhadores dos serviços de urgência e emergência;

Trabalhadores dos denominados serviços de CENTRO DE ATENDIMENTO COVID-19;

Trabalhadores da atenção primária;

Os profissionais de saúde precisarão comprovar vínculo profissional e devem apresentar um dos documentos a seguir:

Carteira de trabalho que especifique local de trabalho;

Contrato de trabalho;

Contracheque;

Para os trabalhadores terceirizados ainda serão aceitas escalas de trabalho, acompanhadas de declarações advindas das empresas em papel timbrado, que comprove o local de trabalho em um serviço de saúde;

Publicação de nomeação em diário oficial e/ou ficha funcional do servidor público.



Nenhum comentário