Janeiro Branco: sintomas, causas e tratamento para doenças mentais

O primeiro mês do ano - Janeiro Branco - é dedicado à conscientização das doenças mentais. Segundo relatório da OMS, a prevalência da depressão no Brasil já é a segunda maior carga de incapacidade, sendo o maior índice na América Latina. São mais de onze milhões de brasileiros diagnosticados com a doença, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS).

De acordo com a psicóloga do Hapvida, Drª Adriana Melo, "a depressão é um transtorno comum, mas sério, que interfere na vida diária, capacidade de trabalhar, dormir, estudar, comer e aproveitar a vida". É causada por uma combinação de fatores genéticos, biológicos, ambientais e psicológicos. A prevalência registrada é maior entre as mulheres do que nos homens.

O Ministério da Saúde reforça, em seu site, a importância de se ter hábitos saudáveis, tanto para o corpo quanto para a mente, e dá algumas dicas que podem contribuir, e muito, com a nossa qualidade de vida:

- Reserve um tempo para curtir a vida e a convivência com os outros;

- Viva intensamente seus momentos em família;

- Pratique atividades físicas;

- Mantenha uma alimentação saudável;

- Reforce seus laços de amizade;

- Não abra mão de boas noites de sono;

- Não tenha vergonha de buscar ajuda de profissionais.

A médica alerta para os sintomas mais comuns estão:

• humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia;

• desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas;

• diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis;

• desinteresse, falta de motivação e apatia;

• falta de vontade e indecisão;

• sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio;

• pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte. A pessoa pode desejar morrer, planejar uma forma de morrer ou tentar suicídio;

• interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom “cinzento” para si, os outros e seu mundo;

• dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento;

• diminuição do desempenho sexual (pode até manter atividade sexual, mas sem a conotação prazerosa habitual) e da libido;

• perda ou aumento do apetite e do peso;

• insônia (dificuldade de conciliar o sono, múltiplos despertares ou sensação de sono muito superficial), despertar matinal precoce (geralmente duas horas antes do horário habitual) ou, menos frequentemente, aumento do sono (dorme demais e mesmo assim fica com sono a maior parte do tempo);

• dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, azia, diarreia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros.

O tratamento da depressão é essencialmente medicamentoso. A terapia é simples e, de modo geral, não incapacita ou entorpece o paciente. Alguns pacientes precisam de tratamento de manutenção ou preventivo, que pode levar anos ou a vida inteira, para evitar o aparecimento de novos episódios.

A psicoterapia ajuda o paciente, mas não previne novos episódios, nem cura a depressão. A técnica auxilia na reestruturação psicológica do indivíduo, além de aumentar sua compreensão sobre o processo de depressão e na resolução de conflitos, o que diminui o impacto provocado pelo estresse. Procure um especialista.

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