Brasil avança em acordo para produzir 100 milhões de doses da vacina de Oxford


O Brasil deu mais um passo nesta sexta-feira (31) para a produção de vacinas contra a Covid-19 no país. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Ministério da Saúde, assinou um memorando de entendimento com o laboratório AstraZeneca para possibilitar a produção de 100 milhões de doses da imunização no Brasil.
A AstraZeneca é a farmacêutica responsável pelo projeto de vacina conduzido em parceria com a Universidade de Oxford e que está sendo testada em diversos países, entre eles o Brasil. O acerto ainda não é definitivo, mas cumpre uma etapa que estava sendo aguardada desde que o Ministério da Saúde manifestou a intenção de aderir de fato ao projeto.
Em comunicado, o governo anunciou que investirá R$ 522 milhões na estrutura de Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz capaz de produzir as doses da vacina. A União ainda se comprometeu com um aporte de R$ 1,3 bilhão em pagamentos para a transferência das tecnologias necessárias.
O Ministério da Saúde afirma que a adesão definitiva do Brasil ao projeto será assinada na segunda semana do mês de agosto. Segundo a nota da pasta, a Fiocruz já recebeu da AstraZeneca as informações necessárias para a ampliação de Bio-Manguinhos e colocará seus serviços técnicos à disposição da iniciativa.
A vacina produzida pela fundação será distribuída, diz o comunicado, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em entrevista recente à CNN, o secretário de vigilância em saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, projetou que 15 milhões de brasileiros possam receber a vacina ainda em 2020, com prioridade para os grupos de mais risco para a Covid-19, como idosos e portadores de doenças pré-existentes.
CNN BRASIL

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