Após decreto de lockdown em Extremoz, ministérios públicos do RN e Comitê Cientifico do Nordeste publicaram nota e estudos contrários a abertura da economia



Mais uma vez o município de Extremoz saiu na frente ao publicar Decreto de isolamento social rígido (lockdown) sendo a primeira cidade da Grande Natal a tomar decisão. Diante do aumento de casos de Covid-19 no município, o prefeito Joaz Oliveira tomou a decisão de fechar a cidade por 10 dias com toque de recolher e suspensão das feiras livres, sendo autorizado só serviços essenciais.
Na nota, o Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT/RN), o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte e o Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPFRN) se posicionaram contra a decisão do Governo do Rio Grande do Norte e da Prefeitura de Natal autorizar a reabertura inicial e gradual da economia.
Segundo a nota, “uma decisão sensata de reabertura exigia a certeza quanto à estabilidade dos números relativos aos critérios científicos indicativos, e, ainda, a previsão de um plano concreto e efetivo de testagem da população e medidas de vigilância epidemiológica, os quais não foram contemplados nem no decreto estadual nem no municipal".
Já o Comitê Científico do Consórcio Nordeste criticou as políticas sanitárias de combate a Covid-19 adotados pelo Governo do Estado e também pela prefeitura de Natal. No boletim divulgado voltou a sugerir o lockdown em todo o Rio Grande do Norte como forma de reduzir as taxas de transmissibilidade do Coronavírus.
O comitê científico do Consórcio Nordeste chamou a atenção para o risco do “efeito bumerangue” nas próximas semanas em razão da migração de pacientes do interior para serem atendidos na Capital.

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