UNIVERSIDADE EM LONDRES TESTA VACINA CONTRA COVID-19 EM PRIMEIRO VOLUNTÁRIO


Pesquisadores do Imperial College of London, instituição de ensino britânica, aplicaram nesta terça-feira (23), pela primeira vez, uma dose da futura vacina contra o coronavírus em um voluntário. Uma pequena quantidade da fórmula pesquisada foi dada ao participante em um prédio da universidade em Londres. A identidade do paciente não foi divulgada, mas ele está sendo monitorado por profissionais de saúde e está em boas condições de saúde.
No estágio inicial dos testes, 15 voluntários devem receber a vacina, começando com doses pequenas e aumentando progressivamente com os pacientes seguintes. Esse protocolo tem o objetivo de alcançar a dosagem correta para produção de anticorpos e segura para seres humanos.
O primeiro voluntário deve receber uma segunda dose adicional em até quatro semanas e os demais recebem a primeira injeção nos próximos dias. Todos serão monitorados de perto pelos pesquisadores para identificar as primeiras reações do corpo com a vacina. Segundo a médica Katrina Pollok, pesquisadora do departamento de doenças contagiosas do Imperial College e diretora do estudo, a equipe agora está pronta para avaliar resultados e possivelmente expandir os testes.
"Atingimos um marco significativo neste estudo inovador com a primeira dose de uma vacina de RNA auto-amplificadora entregue com segurança. É um privilégio fazer parte deste importante trabalho e a equipe é extremamente grata pelo entusiasmo e apoio de nossos voluntários, sem os quais a pesquisa clínica não seria possível", declarou.
Seguindo o calendário de testes programados para a pesquisa, nas próximas semanas outros 300 voluntários saudáveis devem receber duas doses da vacina. Se os primeiros resultados forem positivos, indicando que a vacina é segura e promissora quanto à resposta imunológica do corpo humano, são esperados testes em grupos maiores no final do ano.
O professor Professor Robin Shattock, do departamento de doenças contagiosas do Imperial College e um dos líderes da pesquisa, afirmou que o primeiro participante marca um passo importante para esta nova plataforma da vacina de Covid-19. Baseada em RNA,  esse modelo nunca havia sido testado em humanos. 
"Aguardamos ansiosamente o recrutamento rápido de participantes para os testes, para que possamos avaliar a segurança da vacina e sua capacidade de produzir anticorpos neutralizantes, o que indicaria uma resposta eficaz contra o COVID-19. Aguardo com expectativa nosso progresso nos próximos meses", avaliou.
A futura vacina do Imperial College está sendo desenvolvida e testada após um aporte de 41 milhões de libras do governo do Reino Unido. Outras 5 milhões de libras vieram de doações filantrópicas recebidas pela instituição. A professora Fiona Watt, presidente executiva do Conselho de Pesquisa Médica, que ajudou a financiar o estudo, afirmou que o desenvolvimento da vacina está sendo surpreendentemente rápido, se comparado ao tempo normal.
"Esse avanço é resultado do trabalho difícil e colaborativo dos cientistas, pesquisadores e reguladores. Esses testes em humanos contribuirão para os esforços globais para encontrar uma vacina, que é nossa melhor esperança para prevenir a Covid-19 e permitir que a vida volte ao normal", afirmou.

Fonte: epoca.globo.com

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