Cidade de São Paulo reabrirá bares e restaurantes a partir de 6 de julho

A capital paulista entrou na fase amarela do Plano São Paulo e vai poder, a partir da próxima semana, reabrir bares, restaurantes e salões de beleza. Apesar disso, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, disse que houve uma recomendação do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo para que a capital espere por mais uma semana – e confirmando a manutenção na fase amarela na próxima sexta-feira (3), poderá então reabrir bares, restaurantes e salões de beleza a partir do dia 6 de julho.
“Apesar do município avançar agora para a fase 3 [amarela, do Plano São Paulo], a pandemia continua a existir. Continuamos a solicitar que a população use máscara, evite deslocamento desnecessário e evite aglomeração”, disse o prefeito Bruno Covas. “Por recomendação do Centro de Contingência, vamos esperar uma semana. Portanto, [vamos esperar] a classificação que teremos na sexta-feira da semana que vem [3 de julho] para que o município possa abrir aquilo que a fase amarela permite”, falou Covas.
Segundo Covas, a prefeitura vai aproveitar a próxima semana para conversar e dialogar com os setores que estarão autorizados a funcionar na fase amarela. “Durante a semana que entra, vamos conversar e dialogar com os setores que podem voltar a funcionar na fase 3. Vamos assinar os protocolos [para a reabertura] para que eles possam, portanto, aguardar o resultado da sexta-feira da semana que vem. E se o resultado da sexta-feira que vem confirmar o município na fase 3, amarela, eles vão poder reabrir a partir do dia 6 de julho”, explicou o prefeito.
Hoje (26), o governo de São Paulo apresentou uma nova atualização do Plano São Paulo, plano de retomada da atividade econômica do estado de São Paulo – e que começou a ser feito a partir do dia 1º de junho. O Plano São Paulo é dividido em cinco fases que vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (vermelho) a etapas identificadas como controle (laranja), flexibilização (amarelo), abertura parcial (verde) e normal controlado (azul). O Plano São Paulo também é regionalizado, ou seja, o estado foi dividido em 17 regiões e cada uma delas é classificada em uma fase.
Com a nova atualização do Plano São Paulo, grande parte do estado foi classificada na fase 1- vermelha. Com isso, as regiões de Araçatuba, Bauru, Franca, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente, Registro, Ribeirão Preto e Sorocaba terão que se manter em quarentena e só poderão reabrir atividades consideradas essenciais como de logística, abastecimento, saúde e segurança. Isso ocorreu, sobretudo, pelo aumento no número de casos, enquanto na região de Piracicaba, houve também aumento expressivo de óbitos. “Temos um crescimento muito importante da epidemia [no interior] que se traduz tanto no número de casos quanto no de internações e de óbitos. Por isso está sendo feito um trabalho muito grande de controle da epidemia e melhoria da capacidade hospitalar”, disse Patricia Ellen, secretária estadual de Desenvolvimento Econômico.
Já a capital paulista e duas regiões metropolitanas – a sudeste e a sudoeste, entraram na fase amarela. A região sudeste da Grande São Paulo engloba os municípios de Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do e a do sudoeste engloba as cidades de Cotia, Embu, Embu Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra, Vargem Grande Paulista. “Vemos que na capital e na região metropolitana houve melhora significativa da epidemia. Notamos isso na ocupação de leitos, na queda de internações e menor variação de casos. Na capital, inclusive, teve redução do número de óbitos em relação à semana anterior”, falou Patricia Ellen.
Na fase amarela, bares, restaurantes e salões de beleza e barbearias poderão reabrir, mas com limitação de 40% do público e horário reduzido de funcionamento, podendo funcionar por apenas seis horas. Já os shoppings centers e comércio de rua, que poderiam abrir já na fase laranja, poderão agora ampliar o horário de funcionamento de quatro para seis horas por dia, além de poder ampliar também sua capacidade, de 20% a 40%.
As demais regiões do estado estão na fase laranja. Estão nessa fase as regiões de Araraquara, Baixada Santista, Barretos, Campinas, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, Taubaté e três regiões metropolitanas: Grande São Paulo Norte (Franco da Rocha), Grande São Paulo Leste (Alto Tietê) e Grande São Paulo Oeste (Osasco). A fase laranja prevê reabertura de 20% da capacidade de escritórios em geral, imobiliárias, comércio de rua, shoppings e concessionárias por quatro horas diárias.
Apesar da flexibilização, o governador de São Paulo, João Doria, anunciou hoje (26) a prorrogação da quarentena em todo o estado de São Paulo até o dia 14 de julho. É a sexta vez que a quarentena é prorrogada no estado.
Média estadual
Com a compra de respiradores e criação de novos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) em todo o estado, a capacidade hospitalar para atendimento a pacientes graves da covid-19 [a doença provocada pelo novo coronavírus] é satisfatória em praticamente todas as regiões do estado. Porém, o aumento no número de casos na maior parte do interior provocou a restrição total em praticamente metade do território estadual.
Na média estadual medida a cada sete dias e fechada na última quarta (24), houve redução na taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva para tratamento da covid-19 de 66,5% para 65,5% na comparação com a semana anterior, além de aumento na média de vagas por 100 mil habitantes de 19,1 para 19,7. Já a taxa de internações caiu 2% na mesma comparação.
No entanto, a média estadual de casos de infectados por coronavírus subiu 35% na mesma comparação. Houve aumento também na taxa semanal de mortes por covid-19, que subiu 11% em relação à reclassificação da semana passada. Na comparação mensal, o número de infectados passou de 81 mil novas infecções em maio para 138.889 em junho e os novos óbitos passaram de 5.240 em maio para 6.144 em junho. Isso se deve, sobretudo, ao interior do estado, onde está ocorrendo uma aceleração da pandemia.
Agência Brasil

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