Livro aborda problemas e soluções para saneamento da Região Metropolitana de Natal


Lançamento acontece nesta segunda-feira (23), às 18h, no Teatro de Cultura Popular Chico Daniel

O desenvolvimento da política pública de saneamento básico da Região Metropolitana de Natal é tema central do livro do gestor e político George Câmara. A obra tem lançamento agendado para essa segunda-feira (23), a partir das 18h, no Teatro de Cultura Popular Chico Daniel, anexo à Fundação José Augusto (Rua Jundiaí, Tirol).

O livro está amparado em vasta pesquisa de mestrado com dados coletados de um intervalo de dez anos. Comparativos da realidade dos seis municípios integrantes da Região Metropolitana de Natal com a situação do Nordeste, do Brasil e da América do Sul evidenciam prognósticos, urgências e soluções para um direito básico do cidadão: a água limpa e tratada.

“A originalidade da pesquisa está na capacidade do autor em ler o problema para além do dito em análises técnicas e reproduzido no discurso político e na mídia. George Câmara mostrou a complexidade do tema, suas diferentes visões e tensões, apontando as principais soluções e metas a alcançar”, opinou o professor José Gomes Ferreira, da Universidade de Lisboa.

Foram dois anos de pesquisa documental até a conclusão do livro, publicado pelo selo nacional Anita Garibaldi. “Preferi uma editora com essa amplitude porque o livro, apesar das particularidades locais, mostra a problemática nacional com indicadores e investimentos no setor no período de dez anos”, ressaltou George Câmara.

O livro foca na Região Metropolitana dita funcional, mais coesa e formada por seis municípios: Natal, Extremoz, Parnamirim, Ceará-Mirim, Macaíba e São Gonçalo do Amarante (a Região Metropolitana institucional possui hoje 15 municípios). Na entrevista a seguir, o autor detalha mais o conteúdo e o problema do saneamento nesta região.

ENTREVISTA – GEORGE CÂMARA

Você já tinha noção da situação do saneamento na Região?

A pesquisa revelou um panorama inesperado. Parti do pressuposto que tínhamos uma regra de inclusão aos serviços de água e esgoto e ilhas de exclusão em áreas de manguezais, de dunas, em regiões periféricas situadas em áreas de elevação. Isso de fato ocorre em Natal. Mas quando a pesquisa abrangeu a Região Metropolitana o cenário é exatamente o inverso: há uma grande mancha de exclusão com ilha de inclusão dentro.

Como você coletou esses dados?

São indicadores econômicos e onze entrevistas, entre secretários, estudiosos do tema e comunidade, feitas nos seis municípios pesquisados. E no decorrer da pesquisa, mesmo sem essa citação entre os entrevistados, verificamos que a água também passou a ser fator de preocupação ao longo dos anos.

Que tipo de preocupação?

Em ampliar os mananciais. São Gonçalo do Amarante, por exemplo, já tem puxado água do Rio Maxaranguape. Até Natal já pensa fazer isso porque o lençol freático de Natal vem sendo contaminado pelas fezes das fossas. Infelizmente o solo de Natal é muito poroso, funciona como uma esponja e facilita a contaminação do nitrato. Desde 2001, por uma medida minha enquanto vereador, a quantidade de nitrato na água de Natal vem sendo monitorada. A Caern tem hoje um banco de dados mensal desde essa data e pode atestar a gravidade da situação, agravada pela falta de saneamento nos municípios limítrofes a Natal.

SERVIÇO

Lançamento do livro ‘O saneamento básico na Região Metropolitana de Natal’
Onde: Teatro de Cultura Popular Chico Daniel (Rua Jundiaí, 641, Tirol, anexo à FJA)
Data: Segunda-feira (23)
Hora: 18h
Acesso livre

Nenhum comentário