Ministro do STF determina bloqueio de contas na internet suspeitas de atacar a Corte



O ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal ( STF ), ordenou buscas em endereços de São Paulo e de Alagoas nesta quinta-feira como primeira diligência do inquérito aberto para investigar ataques à Corte. Foram decretadas medidas para bloquear contas na internet dedicadas a disparar mensagens incitando o ódio contra o tribunal. A suspeita é de que essas ações sejam pagas por grupos interessados em desestabilizar o Judiciário.

Não foram divulgados mais detalhes sobre as diligências, já que o inquérito é mantido sob sigilo. A investigação contou com o apoio de agentes da Delegacia de Crimes Virtuais de São Paulo, criada na época em que Moraes era secretário de Segurança Pública no estado.

Na última terça-feira, o ministro do STF afirmou que as postagens na Internet incentivam a ação de “pessoas perturbadas”, que acabam cometendo crimes.

O inquérito foi aberto na semana passada pelo presidente do tribunal, Dias Toffoli, “de ofício” — ou seja, sem um pedido do Ministério Público, como é praxe. O fato suscitou críticas de procuradores. Segundo Toffoli, há previsão no Regimento do STF para a instauração de inquérito dessa forma.

Para conduzir a investigação, Moraes pediu ajuda aos setores de inteligência da Polícia Militar e da Polícia Civil de São Paulo. Um delegado da Polícia Federal também está no caso.

O ministro do STF designou dois delegados para conduzir o inquérito aberto para apurar ataques aos ministros da Corte. Foram escolhidos o delegado da Polícia Federal Alberto Ferreira Neto, chefe da delegacia especializada em repressão a crimes fazendários, por indicação do diretor da Polícia Federal em exercício, Disney Rosseti, e o delegado da Divisão de Inteligência da Polícia Civil de São Paulo, Maurício Martins da Silva. O nome de foi sugerido pelo delegado-geral de polícia de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes. O ministro também escolheu uma servidora do Supremo para auxiliar nos trabalhos.

O GLOBO

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