Maduro anuncia fechamento da fronteira venezuelana com o Brasil e Reforma da Previdência deve gerar economia de R$ 20 bilhões em 2020



Maduro anuncia fechamento da fronteira venezuelana com o Brasil

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta quinta-feira, 21, que fechará a fronteira com o Brasil e avalia fazer o mesmo com a divisa com a Colômbia.
A decisão ocorre a dois dias de a oposição venezuelana iniciar uma operação com auxílio dos dois países vizinhos e dos Estados Unidos para entregar ajuda humanitária à Venezuela.
“Decidi que, no sul da Venezuela, a partir das 20h (21h de Brasília) fica fechada completamente a fronteira com o Brasil, até segunda ordem”, disse o presidente após reunião com o alto comando militar em Caracas.
Sobre a Colômbia, Maduro afirmou que avalia uma medida similar e o armazenamento de ajuda humanitária é uma “provocação barata”.
Mais cedo, o deputado opositor venezuelano Américo De Grazia, da Assembleia Nacional, afirmou em sua conta no Twitter que o presidente Nicolás Maduro enviou veículos militares blindados para a cidade de Santa Elena de Uairén, a 12 km da fronteira com o Brasil, para evitar a entrada de ajuda humanitária no país a partir da cidade de Pacaraima, em Roraima.
“O usurpador toma militarmente Santa Elena de Uairén para impedir a entrada de ajuda humanitária para os venezuelanos”, escreveu de Grazia. “No entanto, os povos indígenas Pemones de La Gran Sabana, juntamente com o gabinete do prefeito e os cidadãos, tornarão a solidariedade uma realidade”, completou.
No começo desta semana, o governo brasileiro afirmou que montará uma força-tarefa na fronteira com a Venezuela para ajudar na entrega de ajuda humanitária enviada pelos EUA e em coordenação com a oposição venezuelana.
Nesta quinta-feira, o chanceler Ernesto Araújo se reuniu com o governador de Roraima, Antonio Denarium (PSL), possilvelmente para discutir os detalhes do plano que o governo chamou nesta semana de “aproximação logística de Pacaraima”.

Reforma da Previdência deve gerar economia de R$ 20 bilhões em 2020
O secretário-adjunto da Previdência, Leonardo Rolim, afirmou nesta quinta-feira, 21, que, numa projeção conservadora, a reforma da Previdência teria um impacto fiscal de R$ 10 bilhões já em 2019 e de R$ 20 bilhões a partir do ano que vem.
As estimativas foram dadas em apresentação da proposta para analistas do mercado financeiro, em São Paulo.
Rolim disse ainda que não há tempo para fazer uma transição “demorada”. A proposta do governo prevê transição de 12 anos. “Se tivéssemos feito reforma na década de 1990, o Brasil seria outro e a transição poderia ser mais suave”, afirmou. “O Brasil envelhece rápido. Estamos envelhecendo em 50 anos o que a Europa envelheceu em 100. E nós perdemos boa parte desse tempo”, disse.
Aprovação no primeiro semestreTambém na apresentação, o secretário especial adjunto de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, afirmou que tem a expectativa de que a reforma seja aprovada até o fim do primeiro semestre, antes do recesso parlamentar, ou no máximo no início do segundo semestre. “É uma imposição do tempo, não tem como fugir disso”, afirmou. “O Brasil será outro em termos de crescimento”.
Bianco ressaltou que a reforma, embora não seja simples nem pequena, é viável. “As pessoas que são contra a reforma se assustam com a viabilidade dessa proposta”, disse.

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