Conselho de Engenharia cobra plano de manutenção para pontes em Natal



Seis meses atrás, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Norte (Crea-RN) identificou uma série de falhas superficiais em estruturas do estado, incluindo nas duas pontes de Natal, e questionou os órgãos responsáveis sobre a existência dos planos de manutenção. Somente dois, entre sete, responderam até hoje, de acordo com a presidente do Crea, a engenheira Ana Adalgiza. A maior preocupação do conselho é a ausência desses planos, que ajudam a evitar acidentes como o ocorrido em São Paulo, onde um viaduto cedeu na última quinta-feira, 15.
Uma inspeção visual do Crea em maio constatou uma série de anomalias na Ponte do Potengi, conhecida popularmente como ponte de Igapó, que interliga as zonas Sul e Norte da capital potiguar. Os problemas estruturais se referem aos dezesseis pilares da base da ponte, que têm exposição da armadura e degradação por falta de manutenção. Segundo Ana Adalgiza, a agressividade das águas salobras do rio Potengi e a falta de manutenção (a última foi feita na década de 90) aumentam a necessidade de um plano para prevenir maiores danos.
O responsável pela Ponte de Igapó é o Departamento Nacional de Transporte e Infraestrutura (Dnit). O órgão foi um dos dois que responderam ao Crea, mas, na avaliação da presidenta, de forma vaga. “Eles somente informaram que a ponte de Igapó estava para entrar em um programa de reparo e manutenção, mas não disseram prazos, se haveria licitação, nada”, disse.
A outra ponte da capital, a Newton Navarro, que completa 11 anos nesta quarta-feira, 21, ainda não recebeu manutenção desde a abertura. Segundo a vistoria do Crea de maio, a ponte está em perfeito estado de segurança, mas um plano de manutenção seria ideal para evitar futuros prejuízos. “É melhor um plano de prevenção que de correção”, resumiu Ana Adalgiza. “A tensão dos cabos vai diminuindo aos poucos e isso vai danificando a estrutura, por isso é necessário que fiquem atentos”, acrescentou.
O Crea também se preocupa em relação a Newton Navarro no que diz respeito à administração, pelo risco de gerar problemas burocráticos na hora da resolução de problemas.

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