GOIAMUM AUDIOVISUAL PROMOVE OFICINAS DE CINEMA NO PASSO DA PÁTRIA E ROCAS


Magia, emoção e sensibilidade são os instrumentos que a sétima arte possui para chegar até as pessoas. Partindo dessa premissa, o festival Goiamum Audiovisual criou o edital “Goiamum Abraça”, voltado para agentes formadores que elegem uma comunidade de Natal para realizar oficinas práticas de audiovisual destinadas a adolescentes em situação de vulnerabilidade.
O edital está em sua segunda edição, e o coletivo vencedor deste ano foi o UrbanoCine, que realizará oficinas de audiovisual em duas comunidades diferentes, entre os dias 14 a 18 de maio: Rocas e Passo da Pátria, ambas na Zona Leste de capital.
Jovens de 13 a 18 anos de ambas as comunidades receberão oficinas de Roteiro, Som Direto, Social Youtubers e Holografia 3D.  Serão 4 oficinas de 4 horas/aula cada e ​está prevista ainda ​a ​exibição de filmes p​ara os alunos a cada encontro. O coletivo UrbanoCine e os jovens que participarem​ vão apresentar o resultado das oficinas no dia 10 de ​junho, na noite de premiação da 9ª edição do Goiamum Audiovisual, no Solar Bela Vista, sede oficial do festival.
 INCLUSÃO
O Goiamum Abraça é uma das ações de inclusão do Goiamum Audiovisual, festival realizado pela Ong Olhares em parceria com a Casa de Produção. A nova edição acontecerá de 6 a 10 de junho, e vai abordar acessibilidade, integração cultural, formação e memória em seminários, oficinas e várias mostras — a partir do dia 15 começam a ser divulgados os filmes das mostras competitivas e especiais. O Goiamum Audiovisual 2018 é viabilizado com recursos da Secretaria do Audiovisual (SAV) do Ministério da Cultura/Governo Federal, através de edital para festivais de cinema. O festival também é parceiro do SESI/Fiern (Serviço Social da Indústria) e terá como sede oficial o Solar Bela Vista, casarão cultural que é exemplo de prédio histórico com acessibilidade.
Durante 20 dias, a produção do Goiamum Audiovisual recebeu projetos de todo os lugares, com propostas de desenvolvimento do audiovisual potiguar voltados para jovens em situação de vulnerabilidade social e cultural. A diretora e idealizadora do Goiamum Audiovisual, Keila Sena, lembra que a criação de um edital voltado para as comunidades surgiu de uma reflexão durante o encontro de realizadores no Goiamum de 2015, sobre a necessidade de se capacitar as pessoas que estão distantes dos meios culturais e não tem acesso à formação nesta área.
            “Queríamos realizar atividades de capacitação descentralizadas do ambiente do festival; percebemos que o realizadores, como profissionais capacitados, poderiam ser agentes transmissores dessa formação que receberam lá atrás”, comentou Keila. “É sempre uma troca. O Goiamum realizaria palestras e seminários de nível avançado para estes profissionais e eles poderiam promover atividades de capacitação em nível básico em áreas de vulnerabilidade social, para que pudéssemos realizar o trabalho de inclusão social e visual, dando a oportunidade aos jovens que tem maiores dificuldades de acesso a cultura a arte”, explicou a produtora. O edital contempla remuneração de R$ 2 mil para o coletivo.
            A primeira edição ocorreu em 2015, com a realização de oficinas na comunidade de desabrigados conhecida como Leningrado. A oficina foi além do produto realizado. Des​ta aproximação se consolidou a produção do documentário “Leningrado – Linha 41”, premiado filme da diretora Dênia Cruz, aprovado no edital Cine Natal (Prefeitura de Natal/Ancine) que aborda situação de vulnerabilidade e a luta por moradia digna.
Keila​ Sena aposta no cinema como arte de impacto capaz de transformar realidades, pois diferentes histórias podem ser contadas por esses jovens através da linguagem cinematográfica. “É importante que eles se vejam, se reconheçam e que reflitam sobre suas vidas e sonhos. Eles podem entender que é possível, através do olhar, ampliar seus horizontes. Acredito que a atividade desenvolvida para esses jovens, dará o impulso inicial e pode gerar vontades de mudanças de perspectiva de futuro, de sonhos que é parte de cada indivíduo na luta para que as mudanças ocorram, e estudar pode ser o início de tudo. É plantarmos uma semente”.
​​            A oficina do Goiamum Abraça tem um resultado prático que pode ser desde a realização de vários filminhos ou um produto coletivo, onde os jovens são os protagonistas. Esses jovens vão conhecer o festival na condição de realizadores, assistir aos seus filmes na tela, a mesma tela onde os artistas renomados também exibem seus filmes. “Nós vamos até eles, depois eles vêm até nós. É um intercâmbio. E assim como pra eles será uma experiência rica, pra nós será rica, gratificante e carregada de emoções”, diz a produtora.

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