Comissão de Saúde fiscaliza funcionamento de unidades de atendimento da cidade


Nesta segunda-feira (05), o trabalho de fiscalização realizado pela Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Natal foi iniciado pela Unidade de Saúde da Família do Conjunto Gramoré, na Zona Norte. Os vereadores Fernando Lucena (PT), presidente da Comissão, e Preto Aquino (PEN) percorreram o local para avaliar a estrutura física e o atendimento à população. 

"Apesar de estar em boas condições estruturais, a entrega de medicamentos e materiais na farmácia é prejudicada pela falta de envio dos insumos pela Secretaria de Saúde de Natal. O auxiliar da farmácia nos contou que materiais básicos como seringa estão em falta, e quando vem, a quantidade é insuficiente para a comunidade", relatou o vereador Fernando Lucena. 

Segundo a administração, a unidade realiza cerca de 3 mil consultas por mês na clínica geral, ginecologia e odontologia. No atendimento odontológico, também faltam materiais para realizar obturações. 

"Os problemas são graves. Falta medicamentos e condições para os dentistas trabalharem. Todavia, dinheiro para fazer carnaval o prefeito Carlos Eduardo Alves tem de sobra. A unidade está bonita e limpa, a bem da verdade. Mas falta o principal: insumos. Porque ninguém cura doença com chá de receita. Se cura com remédio", disse Lucena.

Em seguida, os parlamentares também visitaram a construção da Unidade de Saúde da Comunidade Alto da Torre. De acordo com o presidente do Conselho Comunitário, José Wilson Souza, a obra está atrasada há três anos e a conclusão estava prevista para o início de fevereiro. "A obra anda a passos lentos. Os moradores precisam pegar quatro ônibus para conseguir atendimento. As pessoas são carentes e tem dificuldades para fazer deslocamentos", explicou.

Na placa afixada na entrada da obra, a data indica a conclusão para o dia 12 de abril. A construção é orçada em mais de R$ 933 mil com recursos do PAC 2, repassados pelo Governo Federal. Para o vereador Preto Aquino, o serviço pode não ser concluído novamente, porque foi constatada a redução do número de trabalhadores.

"Vamos conversar com a secretária de Saúde para entender o que está acontecendo com o andamento da obra. Os moradores aguardam ansiosamente a conclusão da unidade para terem atendimento médico perto de casa", concluiu Preto Aquino.

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