Câmara Municipal de Natal discute situação das crianças com epilepsia


A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida se reuniu nesta  terça-feira (27) para discutir a situação das crianças com epilepsia em Natal com participação de representantes de instituições sem fins lucrativos.

A vereadora Júlia Arruda, presidente da Comissão, lembrou que o tema foi importante de ser discutido em alusão ao Purple Day, que foi realizado ontem mundialmente com o objetivo de conscientizar a população sobre a doença. "Tivemos uma reunião com um tema importantíssimo, cheio de dúvidas e pouco debatido. Nada mais oportuno discutir esse tema hoje, já que ontem, dia 26 de março, dia para evidenciar essa causa e essa luta das pessoas que sofrem com a epilepsia com a participação de especialistas e das mães que lutam na área. Essa comissão, mais uma vez, cumpre com seu papel de responsabilidade social em dar visibilidade a temas tão pouco debatidos como a epilepsia", observou.

O médico Hougelle Simplício, do Centro Especializado em Reabilitação do Instituto Santos Dumont, retirou a dúvida de alguns vereadores e mães de crianças epiléticas acerca da doença, fez uma explanação sobre a epilepsia e lamentou a inserção das crianças e jovens na sociedade por conta da desinformação. "Por isso esse tipo de reunião é importante", parabenizou.

A vereadora Carla Dickson levantou a discussão em torno do uso medicinal da maconha para tratar as crises epiléticas. "Essa reunião trouxe para a população o conhecimento do que é epilepsia refratária. Se uma crise epilética já assusta que não conhece, imagina uma refratária que pode ter 50 crises por dia. Hoje, aprendemos que além, da parte cirúrgica no tratamento, existe a possibilidade do uso do canabidiol, que é o princípio ativo da canabis, mais conhecida como maconha. Isso gerou e gera uma polêmica muito grande, mas, pelo que o doutor Hougelle Simplício nos informou, é um tratamento possível", destacou.

Luciana Monte, presidente do Instituto Neurinho, que realizou um conjunto de ações de divulgação e conscientização no Purple Day, parabenizou a pela iniciativa e convidou outras mães de crianças com a necessidade de alguma atenção especial a participar das reuniões. "Desde o ano passado, acompanhamos a comissão. A gente clama por isso. A gente sempre brinca que a Comissão é nossa, de todas as instituições da pessoa com deficiência. A gente vem para dar nossa contribuição para que os vereadores continuem trabalhando. Hoje tratarmos de epilepsia e convido todos, enquanto instituição e enquanto mãe, para falar e sugerir para que todos possam ganhar", externou.

Projetos

Ainda participaram da reunião da comissão os vereadores Robson Carvalho e Nina Souza. Os dois relataram projetos que foram aprovados pela comissão. A vereadora Nina votou a favor de um projeto que disponibiliza de intérprete de libras em instituições públicas e vereador Robson no que garante um selo para instituições que garantirem acessibilidade às pessoas com deficiência.

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